Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
Congregação para a Doutrina da Fé define “moralmente aceitáveis as vacinas anti-Covid”
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- Quarta, 23 Dezembro 2020 23:06
É “moralmente aceitável o uso de vacinas anti-Covid-19 que tenham usado linhas celulares de fetos abortados no seu processo de pesquisa e produção”. No caso da atual pandemia, “podem ser usadas todas as vacinas reconhecidas como clinicamente seguras e eficazes com a consciência certa de que o uso de tais vacinas não significa cooperação formal com o aborto do qual derivam as células com as quais as vacinas foram produzidas”. São declarações da Congregação para a Doutrina da Fé em uma nota assinada pelo Prefeito, Cardeal Luis Ladaria, e pelo Secretário, Arcebispo Giacomo Morandi, explicitamente aprovada pelo Papa Francisco em 17 de dezembro passado.
O documento da Congregação para a Doutrina da Fé, publicado no momento em que muitos países se preparam para implementar campanhas de vacinação, intervém de forma autorizada para esclarecer dúvidas e perguntas que surgiram a partir de declarações por vezes contraditórias sobre o assunto. A nota “sobre a moralidade do uso de certas vacinas anti-Covid 19” recorda três pronunciamentos anteriores sobre o mesmo tema: o da Pontifícia Academia para a Vida, em 2005; a Instrução da Congregação para a Doutrina da Fé Dignitas Personae, em 2008; e também uma outra nota da Pontifícia Academia para a Vida de 2017.
A Congregação para a Doutrina da Fé não “pretende julgar a segurança e eficácia” das vacinas atuais contra a Covid-19, que é de responsabilidade de pesquisadores e indústrias farmacêuticas, mas se concentra no aspecto moral do uso das que foram desenvolvidas com linhas celulares de tecidos obtidos a partir de dois fetos que não foram abortados espontaneamente na década de 1960. A Instrução Dignitas Personae, aprovada por Bento XVI, especificava que “existem responsabilidades diferenciadas”, pois “nas empresas que utilizam linhas celulares de origem ilícita, a responsabilidade dos que decidem a direção da produção não é idêntica à daqueles que não têm poder de decisão”. E, portanto, argumenta a nota, retomando a Instrução de 2008, quando por várias razões não há disponibilidade de vacinas contra a Covid-19 “eticamente não objetáveis” é “moralmente aceitável” vacinar com as que usaram linhas celulares de fetos abortados.
A razão do consentimento é que a cooperação ao mal do aborto, no caso daqueles que se vacinam, é “remota” e o dever moral de evitá-la “não é obrigatório” – argumenta a Congregação – se estamos na presença de “um perigo grave, como a propagação, de outra forma incontrolável, de um agente patógeno grave”, como o vírus que causa a Covid-19. Portanto, deve-se considerar, esclarece a Congregação da Doutrina da Fé, que “em tal caso pode-se usar todas as vacinas reconhecidas como clinicamente seguras e eficazes com a consciência certa de que o uso de tais vacinas não significa uma cooperação formal ao aborto do qual derivam as células a partir das quais as vacinas foram produzidas”.
A Congregação esclarece que “o uso moralmente lícito desses tipos de vacinas, devido às condições particulares que o possibilitam, não pode, por si só, constituir uma legitimação, mesmo indireta, da prática do aborto, e pressupõe a oposição a essa prática por parte daqueles que a ela recorrem”. Também não deve nem mesmo implicar na aprovação moral do uso de linhas celulares provenientes de fetos abortados. De fato, na nota pede-se ainda às indústrias farmacêuticas e agências de saúde governamentais para “produzir, aprovar, distribuir e oferecer vacinas eticamente aceitáveis que não criem problemas de consciência”.
Mas a Congregação da Fé, embora lembrando que “a vacinação não é, como regra, uma obrigação moral e que, portanto, deve ser voluntária”, também evidencia o dever de buscar o bem comum. Este bem comum, “na ausência de outros meios para deter ou mesmo prevenir a epidemia, pode recomendar a vacinação, especialmente para proteger os mais fracos e mais expostos”. Aqueles que por razões de consciência recusam vacinas produzidas com linhas celulares originárias de fetos abortados, devem no entanto “tomar medidas para evitar, por outros meios profiláticos e comportamentos apropriados, se tornarem veículos de transmissão do agente infeccioso”. De modo a evitar “qualquer risco à saúde” das pessoas mais vulneráveis.
Por fim, a Congregação para a Doutrina da Fé define como “um imperativo moral” garantir que “vacinas eficazes e eticamente aceitáveis” sejam acessíveis “também nos países mais pobres e de forma não onerosa para eles”, pois a falta de acesso às vacinas “se tornaria outro motivo de discriminação e injustiça”.
*Fonte: Site do Vatican News
Natal: o calendário das celebrações presididas pelo Santo Padre
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- Terça, 15 Dezembro 2020 09:19
A pandemia determina tempos e modos e a agenda do Papa não faz exceção à regra. Assim, a Missa da noite da Natividade no Vaticano será este ano antecipada para às 19h30, horário italiano. Esta Missa é uma das celebrações que o Papa presidirá por ocasião do período festivo, até 6 de janeiro.
A Sala de Imprensa do Vaticano divulgou datas e horários das celebrações natalinas, a começar pela Missa de 24 de dezembro, na Basílica de São Pedro. As celebrações sucessivas tendem a seguir os horários tradicionais. Todas as missas serão transmitidas pelo Vatican News com comentários em português.
No dia de Natal, 25 de dezembro, a Bênção Urbi et Orbi será às 12h, enquanto na quinta-feira, 31 de dezembro, Francisco celebrará as primeiras Vésperas e o Te Deum de Ação de Graças pelo ano que passou às 17h, na Basílica do Vaticano.
Na Sexta-feira, 1º de janeiro, Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e 54º Dia Mundial da Paz, o Papa presidirá a Missa na Basílica de São Pedro às 10h. Por fim, na Solenidade da Epifania, em 6 de janeiro, a Missa será às 10h, novamente na Basílica de São Pedro.
O comunicado também especifica que a participação nas celebrações será muito restrita, com a identificação dos fiéis segundo os métodos utilizados nos últimos meses, em conformidade com as medidas de proteção previstas e sujeita a alterações devido à situação de saúde.
Antes das celebrações por ocasião do Natal, o Papa Francisco presidirá no sábado, 12 de dezembro, na Basílica de São Pedro, a Missa pelo 125º aniversário da Coroação de Nossa Senhora de Guadalupe.
Como é sabido, a Penitenciária Apostólica, a pedido do Papa, estendeu a indulgência plenária aos fiéis de todo o mundo que celebrarão o evento em casa, já que a Basílica mexicana estará fechada de 10 a 13 de dezembro devido às limitações impostas pela Covid-19.
*Fonte: Site do Vatican News
Em novo livro, Dom Edson Oriolo reflete sobre a “Ação Pastoral na Dinâmica do Novo Normal”
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- Terça, 15 Dezembro 2020 09:11
A Edições CNBB, editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançará em breve o livro “A Ação Pastoral na dinâmica do novo normal”, de autoria de dom Edson Oriolo, bispo de Leopoldina (MG). A obra visa iluminar o pensamento da dinâmica evangelizadora da Igreja diante da crise pandêmica que assola o Brasil e o mundo.
O bispo escreveu uma série de artigos em que analisa o impacto da pandemia no agir da missão, com o desejo de trazer luzes para a ação pós-pandemia. “Dessa maneira, penso que poderão nos ajudar a reorganizar, reinventar, repensar, redesenhar e redescobrir estratégias e metas para que – criativos e ativos – alcancemos os objetivos Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil 2019-2023”, afirma dom Edson.
A série de artigos aborda temas importantes que ajudam a pensar a evangelização nos dias atuais. Nesse aspecto, para fins de clareza da compreensão, dom Edson elaborou o texto a partir de três eixos: a perspectiva eclesiológica, a perspectiva midiática e a perspectiva pastoral. Estão didaticamente divididos em capítulos intitulados “olhares”.
No que concerne à perspectiva eclesiológica-celebrativa, estão inseridos os seguintes títulos: “Renovação Eclesial inadiável”; “O Sacerdote mistagogo”; “Igreja: Corpo Místico de Cristo”; “A procrastinação na atualidade”; “A Celebração Eucarística na sociedade do espetáculo”; “Celebrar a beleza da fé” e “A Igreja pensada em ‘rede’”.
A perspectiva referente à questão midiática compreende os artigos: “Lives na Evangelização”; “Redes Sociais”; “Notícias falsas na contemporaneidade” e “Fomo ou Jomo? Eis a questão”. O eixo pastoral está contemplado pelos artigos: “Economia de Jesus”; “Comunhão, solidariedade e humanização”; “A generosidade”; “#fiqueemfamília”; “Fraternidade e vida em tempos de coronavírus”; “Na invisibilidade de um vírus, a visibilidade de um crucifixo que impõe silêncio”; “Tempo e espaço na dinâmica da Evangelização”; e “Pistas para a Ação Evangelizadora”.
O bispo sugere que esses artigos sejam analisados à luz dos objetivos da ação evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), como um apoio para uma leitura da ação pastoral. “Não aconselhamos que sejam lidos de uma só vez: é interessante que, de acordo com a realidade vivenciada, sejam refletidos com as forças vivas das paróquias, comunidades eclesiais missionárias, pastorais, movimentos etc. Esse ‘novo normal’ está apontando caminhos, tendências, estratégias, demandas, perguntas e respostas para evangelização no mundo urbano”, sugeriu dom Edson.
Covid-19 e a Ação Evangelizadora da Igreja
Dom Edson salienta que a crise sanitária ocasionada pelo surto da Covid-19 repercute na ação evangelizadora, levando-os a refazer planos, adiar compromissos, reconsiderar metas. “Modifica grandemente projetos e ações imediatas, imperativos para cumprir a missão de evangelizar, sobretudo o anúncio da Palavra de Deus, a administração dos Sacramentos e o cuidado para com os últimos da sociedade”, afirma.
Mesmo diante de uma crise com tal dimensão, dom Edson reitera que a missão da Igreja no Brasil é importantíssima e não pode parar: “Diante de nós, ela se apresenta com premência na responsabilidade de ‘evangelizar no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude’ (Doc. CNBB 109, Objetivo Geral)”, finaliza.
Em breve, o livro estará disponível para venda no site da Editora da CNBB.
Livro sobre o Dízimo

Dom Edson Oriolo lançou, no último dia 9 de dezembro, seu mais recente livro sobre o “Dízimo”, com ênfase nas dimensões administrativas e pastorais. O conteúdo ajuda a esclarecer conceitos sobre o recebimento (ganho) e a administração (uso), evidenciando as perspectivas do “recebimento” e sua dinâmica “pastoral”, além do âmbito da “administração” dos recursos.
“O dízimo como pastoral deve ser precedido pela convicção de que evangelizar é vocação essencial da Igreja. Em relação ao receber, precisamos entender a dinâmica da eclesialidade e da missionariedade. O dízimo leva as pessoas a formarem a consciência da partilha, da generosidade e da solidariedade”, comentou o autor.
Assina o prefácio o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor de Oliveira Azevedo, que destaca a obra como uma busca acertada para estudos, sendo uma reflexão importante para a missão evangelizadora da Igreja. “Neste estudo, Oriolo apresenta a largueza da trilogia que configura a Pastoral do Dízimo no cuidado com a evangelização, com as celebrações e com os pobres, comprovando a Pastoral do Dízimo como verdadeira escola do Evangelho”, comentou.
*Fontes: Site da CNBB e Diocese de Leopoldina
Papa Francisco convoca o “Ano de São José”
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- Quarta, 09 Dezembro 2020 10:53
Pai amado, pai na ternura, na obediência e no acolhimento; pai com coragem criativa, trabalhador, sempre na sombra: com estas palavras, o Papa Francisco descreve São José. E o faz na Carta apostólica “Patris corde – Com coração de Pai”, publicada nesta terça-feira (8) por ocasião dos 150 anos da declaração do Esposo de Maria como Padroeiro da Igreja Católica.
Com o decreto Quemadmodum Deus, assinado em 8 de dezembro de 1870, o Beato Pio IX quis dar este título a São José. Para celebrar esta data, o Pontífice convocou um “Ano” especial dedicado ao Pai putativo de Jesus até 8 de dezembro de 2021.
Protagonismo sem paralelo
A Carta apostólica traz os sinais da pandemia da Covid-19, que – escreve Francisco – nos fez compreender a importância das pessoas comuns, aquelas que, distantes dos holofotes, exercitam todos os dias paciência e infundem esperança, semeando corresponsabilidade. Justamente como São José, “o homem que passa desapercebido, o homem da presença cotidiana discreta e escondida”.
E mesmo assim, o seu é “um protagonismo sem paralelo na história da salvação”. Com efeito, São José expressou concretamente a sua paternidade ao ter convertido a sua vocação humana “na oblação sobre-humana de si mesmo ao serviço do Messias”. E por isto ele “foi sempre muito amado pelo povo cristão” (1).
Nele, “Jesus viu a ternura de Deus”, que “nos faz aceitar a nossa fraqueza”, através da qual se realiza a maior parte dos desígnios divinos. Deus, de fato, “não nos condena, mas nos acolhe, nos abraça, nos ampara e nos perdoa” (2). José é pai também na obediência a Deus: com o seu ‘fiat’, salva Maria e Jesus e ensina a seu Filho a “fazer a vontade do Pai”, cooperando “ao grande mistério da Redenção” (3).
Exemplo para os homens de hoje
Ao mesmo tempo, José é “pai no acolhimento”, porque “acolhe Maria sem colocar condições prévias”, um gesto importante ainda hoje – afirma Francisco – “neste mundo onde é patente a violência psicológica, verbal e física contra a mulher”. Mas o Esposo de Maria é também aquele que, confiante no Senhor, acolhe na sua vida os acontecimentos que não compreende com um protagonismo “corajoso e forte”, que deriva “da fortaleza que nos vem do Espírito Santo”.
Através de São José, é como se Deus nos repetisse: “Não tenhais medo!”, porque “a fé dá significado a todos os acontecimentos, sejam eles felizes ou tristes”. O acolhimento praticado pelo pai de Jesus “convida-nos a receber os outros, sem exclusões, tal como são”, com “uma predileção especial pelos mais frágeis” (4).
“Patris corde” evidencia, ainda, “a coragem criativa” de São José, “o qual sabe transformar um problema numa oportunidade, antepondo sempre a sua confiança na Providência”. Ele enfrenta os “problemas concretos” da sua Família, exatamente como fazem as outras famílias do mundo, em especial aquelas migrantes. Protetor de Jesus e de Maria, José “não pode deixar de ser o Guardião da Igreja”, da sua maternidade e do Corpo de Cristo: todo necessitado é “o Menino” que José continua a guardar e de quem se pode aprender a “amar a Igreja e os pobres” (5).
A dignidade do trabalho
Honesto carpinteiro, o Esposo de Maria nos ensina também “o valor, a dignidade e a alegria” de “comer o pão fruto do próprio trabalho”. Esta acepção do pai de Jesus oferece ao Papa a ocasião para lançar um apelo a favor do trabalho, que se tornou uma “urgente questão social” até mesmo nos países com certo nível de bem-estar.
“É necessário tomar renovada consciência do significado do trabalho que dignifica”, escreve Francisco, que “torna-se participação na própria obra da salvação” e “oportunidade de realização” para si mesmos e para a própria família, “núcleo originário da sociedade”. Eis então a exortação que o Pontífice faz a todos para “redescobrir o valor, a importância e a necessidade do trabalho”, para “dar origem a uma nova «normalidade», em que ninguém seja excluído”. Em especial, diante do agravar-se do desemprego por causa da pandemia da Covid-19, o Papa pede a todos que se empenhem para que se possa dizer: ”Nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!” (6).
“Não se nasce pai, torna-se tal”
“Não se nasce pai, torna-se tal”, afirma ainda Francisco, porque “se cuida responsavelmente” de um filho, assumindo a responsabilidade pela sua vida. Infelizmente, na sociedade atual, “muitas vezes os filhos parecem ser órfãos de pais” que sejam capazes de “introduzir o filho na experiência da vida”, sem prendê-lo “nem subjugá-lo”, mas tornando-o “capaz de opções, de liberdade, de partir”.
Neste sentido, José recebeu o apelativo de “castíssimo”, que é “o contrário da posse”: ele, com efeito, “soube amar de maneira extraordinariamente livre”, “soube descentralizar-se” para colocar no centro da sua vida Jesus e Maria. A sua felicidade está no “dom de si mesmo”: nunca frustrado e sempre confiante, José permanece em silêncio, sem lamentações, mas realizando “gestos concretos de confiança”. A sua figura, portanto, é exemplar, evidencia o Papa, num mundo que “precisa de pais e rejeita os dominadores”, rejeita quem confunde “autoridade com autoritarismo, serviço com servilismo, confronto com opressão, caridade com assistencialismo, força com destruição”.
Na décima nota, “Patris corde” revela também um hábito da vida de Francisco: todos os dias, o Pontífice reza uma oração ao Esposo de Maria “tirada dum livro francês de devoções, do século XIX, da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria”. Trata-se de uma oração que “expressa devoção e confiança” a São José, mas também “certo desafio”, explica o Papa, porque se conclui com estas palavras: “Que não se diga que eu Vos invoquei em vão, e dado que tudo podeis junto de Jesus e Maria, mostrai-me que a vossa bondade é tão grande como o vosso poder”.
A Carta apostólica “Patris corde” é acompanhada da publicação do Decreto da Penitenciaria Apostólica, que anuncia o “Ano de São José” especial convocado pelo Papa e a relativa concessão do “dom de Indulgências especiais”.
*Fonte: Site do Vatican News
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