Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
Coletânea recorda trajetória de Dom Justino José de Sant’Ana, primeiro Bispo da Diocese de Juiz de Fora
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- Quinta, 28 Dezembro 2023 16:12
No dia 1º de fevereiro de 2024, a Diocese de Juiz de Fora completa cem anos de criação, e não há como referir-se a esta importante data sem mencionar Dom Justino José de Sant’Ana, primeiro Bispo Diocesano. A figura do baiano, eleito para conduzir a Igreja juiz-forana no dia 24 de julho de 1924, é tema de três livros publicados pelo Padre Luis Antônio Baldi Fávero.
Todo o material histórico presente nos volumes foi organizado a partir d’O Lampadário, semanário que circulou entre março de 1926 e dezembro de 1968. O jornal, inclusive, foi uma das realizações de Dom Justino, também responsável pela criação do Seminário Santo Antônio (à época, em frente à Academia de Comércio), entre outras obras.
“Dom Justino José de Sant’Ana, pai e pastor, foi designado para ser o 1º Bispo da recém-criada Diocese de Juiz de Fora e verdadeiramente deu a vida no seu apostolado de Pastor Episcopal pela mesma, e sendo um carinhoso pai, com um dote administrativo de empreendedorismo extraordinário, teve expoentes na administração espiritual e material”, escreve Padre Luisinho na introdução do primeiro livro.
“Este trabalho teve a preocupação de percorrer todos os ‘passos’ de Dom Justino e ‘algumas repercussões’: onde estava, com quem estava, quando estava, o que fazia, o que as pessoas falavam dele e para ele. […] Ao ler, perceberá o que as pessoas pensavam e falavam de Dom Justino, seguindo seus passos cronológicos, geográficos e o pensamento epocal”, explica o sacerdote.
A apresentação dos volumes foi feita pelo então Arcebispo Emérito, Dom Eurico dos Santos Veloso, falecido em 30 de setembro deste ano. “Homem simples, que colocava sempre o Rebanho em primeiro lugar, seja nos seus atendimentos pessoais, semanais, seja nas suas Visitas Pastorais frequentes, mesmo as mais distantes, sua pregação simples, numa linguagem que todos a entendiam e compreendiam bem as suas mensagens. […] Exercia muito bem a sua paternidade ontológica e tinha realmente a todos como filhos, colaboradores de sua Ordem Episcopal”, afirma Dom Eurico.
Coletâneas
Esta é mais uma coletânea produzida por Padre Luisinho a partir dos escritos d’O Lampadário. Ele também já lançou edições sobre a Catedral Metropolitana e o Patronato São José, obras de Dom Justino José de Sant’Ana; sobre o Seminário Santo Antônio; sobre três importantes religiosos do clero de nossa Igreja Particular – Dom Othon Mota, Monsenhor Marciano Bernardes da Fonseca e Padre Rui Nunes Vale -, obra intitulada “O Clero”; a respeito da Paróquia São Mateus; e sobre os padres, “a base clerical da Igreja Particular de Juiz de Fora”. Ainda foi publicado um livro com a reprodução de todas as poesias divulgadas no jornal diocesano.
Por opção de Padre Luisinho, os livros não são comercializados, mas estão disponíveis para consulta em três espaços de Juiz de Fora: o Arquivo Histórico Arquidiocesano, que fica no prédio da Cúria Metropolitana; a Biblioteca do Seminário Santo Antônio; e a Biblioteca Redentorista, anexa à Igreja da Glória.
Além dessas obras, Padre Luis Antônio Baldi Fávero tem outros nove livros de sua autoria. O mais recente deles é “Guido, meu pequenino amigo”, voltado para o público infantil.
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora
Celebrações presididas pelo Papa Francisco no tempo do natal e início do novo ano
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- Sexta, 22 Dezembro 2023 16:52
No domingo, 24 de dezembro, a Missa da noite de Natal será presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro às 19h30 locais. O Calendário das Celebrações Litúrgicas Pontifícias foi publicado dia 28 de novembro passado, pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Também este ano, o Pontífice manterá, portanto, o horário antecipado que foi adotado em 2020, devido às restrições impostas pela Covid, depois confirmado também em 2021 e 2022.
Urbi et Orbi
No dia seguinte, segunda-feira, 25 de dezembro, Natal do Senhor, o Papa concederá a bênção Urbi et Orbi da sacada central da Basílica de São Pedro às 12 horas. No domingo, 31 de dezembro, às 17 horas, na Basílica Vaticana, o Santo Padre presidirá a celebração das Primeiras Vésperas e do Te Deum em ação de graças pelo ano transcorrido.
Celebrações de janeiro
Na segunda-feira, 1º de janeiro, que também é o LVII Dia Mundial da Paz, Francisco celebrará a Missa na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, novamente na Basílica Vaticana, às 10h. Também na Basílica de São Pedro, no dia 6 de janeiro, celebrará a Missa na Solenidade da Epifania, às 10h. Por fim, no dia 7 de janeiro, o Pontífice presidirá, às 9h30, uma celebração na Capela Sistina na festa do Batismo do Senhor, durante a qual batizará algumas crianças.
Fonte: Site da CNBB
Publicação da Edições CNBB oferece formação sobre a Celebração Eucarística a partir da nova tradução do Missal Romano
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- Segunda, 18 Dezembro 2023 14:50
A Edições CNBB lançou o livro “Formação Mistagógica da Celebração Eucarística”. Organizado a partir da terceira edição típica do Missal Romano, o livro nasce como uma proposta de formação sobre a Celebração Eucarística e conduz o leitor em cada uma das partes do mistério celebrado, revelando-o por meio dos ritos, gestos e símbolos. A obra é uma resposta fiel e criativa ao chamado da Constituição Sacrosanctum Concilium para a redescoberta da teologia eucarística. Com quatro capítulos, conclusão e referências bibliográficas, o livro detalha, em 148 páginas, os “ritos iniciais”, “liturgia da Palavra”, “liturgia Eucarística” e “ritos finais”.
A publicação é fruto do trabalho de quatro autores: o monge beneditino e doutor em Sagrada Liturgia pelo Ateneu Santo Anselmo de Roma, dom Jerônimo Pereira, o assessor da Comissão Episcopal para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e doutor em Teologia Sacramental pelo Ateneu Santo Anselmo de Roma, frei Felipe Marques, o missionário redentorista, doutor em Teologia pela PUC-SP, padre Rodrigo Arnoso, e o mestre em Teologia e Especialista em Liturgia, Ciência e Cultura pela PUC-SP, padre Thiago Faccini.
“Como liturgistas, unimos esforços para traduzir, nesta obra, em linguagem didática e profunda, a grandeza do mistério celebrado pela sagrada liturgia, que se comunica na ação simbólico-atual”, dizem os autores na introdução da publicação.
Instrumento de estudo e formação
A apresentação do livro é do bispo de Bonfim (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, dom Hernaldo Pinto Farias. “A terceira edição típica do Missal Romano para o Brasil é um verdadeiro instrumento desse esforço da Igreja de nos levar a professar a sua mais genuína fé, através dos ritos que compõem a Eucaristia. Por isso, o presente volume quer ser um instrumento de formação e de estímulo ao estudo e ao aprofundamento da vida litúrgico-eucarística de nossas comunidades, para que a recepção do Missal encontre eco em nossos corações e em nossas vidas, abertas à ação do Senhor ressuscitado”, escreveu em um trecho o bispo.
Como adquirir
O livro pode ser adquirido na aba de “lançamentos” no site da Edições CNBB: edicoescnbb.com.br
*Fonte: Site da CNBB
Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz trata sobre Inteligência Artificial
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- Quinta, 14 Dezembro 2023 16:10
Foi divulgada, nesta quinta-feira (14), a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz que será celebrado em 1º de janeiro próximo, sobre o tema “Inteligência Artificial e Paz”.
“A inteligência é expressão da dignidade que nos foi dada pelo Criador, que nos fez à sua imagem e semelhança e nos tornou capazes, através da liberdade e do conhecimento, de responder ao seu amor. Esta qualidade fundamentalmente relacional da inteligência humana manifesta-se de modo particular na ciência e na tecnologia, que são produtos extraordinários do seu potencial criativo”, escreve Francisco na mensagem.
Segundo o Papa, “o progresso da ciência e da técnica – na medida em que contribui para uma melhor organização da sociedade humana, para o aumento da liberdade e da comunhão fraterna – leva ao aperfeiçoamento do homem e à transformação do mundo”.
Francisco ressalta que “os progressos técnico-científicos, que permitem exercer um controle – até agora inédito – sobre a realidade, colocam nas mãos do homem um vasto leque de possibilidades, algumas das quais podem constituir um risco para a sobrevivência humana e um perigo para a Casa comum”.
Prossecução da paz e do bem comum
“Os progressos da informática e o desenvolvimento das tecnologias digitais, nas últimas décadas, começaram já a produzir profundas transformações na sociedade global e nas suas dinâmicas. Os novos instrumentos digitais estão mudando a fisionomia das comunicações, da administração pública, da instrução, do consumo, dos intercâmbios pessoais e de inúmeros outros aspectos da vida diária”, escreve ainda o Papa.
Segundo Francisco, “a imensa expansão da tecnologia deve ser acompanhada por uma adequada formação da responsabilidade pelo seu desenvolvimento. A liberdade e a convivência pacífica ficam ameaçadas, quando os seres humanos cedem à tentação do egoísmo, do interesse próprio, da ânsia de lucro e da sede de poder”.
“Por isso, temos o dever de alargar o olhar e orientar a pesquisa técnico-científica para a prossecução da paz e do bem comum, ao serviço do desenvolvimento integral do homem e da comunidade”, ressalta o Santo Padre.
Progresso digital, respeito pela justiça e pela causa da paz
Francisco chama a atenção para quando “a inteligência artificial é utilizada em campanhas de desinformação que espalham notícias falsas e levam a uma desconfiança crescente relativamente aos meios de comunicação”.
A propósito das máquinas inteligentes, elas “podem desempenhar as tarefas que lhes são atribuídas com uma eficiência cada vez maior, mas a finalidade e o significado das suas operações continuarão sendo determinados ou capacitados por seres humanos com o seu próprio universo de valores”.
De acordo com o Papa, “não se deve permitir que os algoritmos determinem o modo como entendemos os direitos humanos, ponham de lado os valores essenciais da compaixão, da misericórdia e do perdão, ou eliminem a possibilidade de um indivíduo mudar e deixar para trás o passado”.
Inteligência Artificial e desenvolvimento humano integral
No texto, Francisco considera “o impacto das novas tecnologias no âmbito do trabalho: trabalhos, que outrora eram prerrogativa exclusiva da mão-de-obra humana, acabam rapidamente absorvidos pelas aplicações industriais da inteligência artificial. Também neste caso, há substancialmente o risco de uma vantagem desproporcionada para poucos à custa do empobrecimento de muitos. A Comunidade Internacional, ao ver como tais formas de tecnologia penetram cada vez mais profundamente nos locais de trabalho, deveria considerar como alta prioridade o respeito pela dignidade dos trabalhadores e a importância do emprego para o bem-estar econômico das pessoas, das famílias e das sociedades, a estabilidade dos empregos e a equidade dos salários”.
Discernimento no uso de dados e conteúdos da internet
A seguir, o Pontífice recorda que “os jovens estão crescendo em ambientes culturais impregnados de tecnologia, o que não pode deixar de pôr em causa os métodos de ensino e formação”. “É necessário que os jovens desenvolvam uma capacidade de discernimento no uso de dados e conteúdos recolhidos na internet ou produzidos por sistemas de inteligência artificial. As escolas, as universidades e as sociedades científicas são chamadas a ajudar os estudantes e profissionais a assumir os aspectos sociais e éticos do progresso e da utilização da tecnologia”.
O Papa exorta “a Comunidade das Nações a trabalhar unida para adotar um tratado internacional vinculativo, que regule o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial nas suas variadas formas”. Segundo ele, “nos debates sobre a regulamentação da inteligência artificial, deve ser levada em conta as vozes de todas as partes interessadas, incluindo os pobres, os marginalizados e outros que muitas vezes permanecem ignorados nos processos de decisão globais”.
Francisco conclui a mensagem, desejando que “os progressos no desenvolvimento de formas de inteligência artificial sirvam, em última análise, a causa da fraternidade humana e da paz”, e espera “que o rápido desenvolvimento de formas de inteligência artificial não aumente as já demasiadas desigualdades e injustiças presentes no mundo, mas contribua para pôr fim às guerras e conflitos e para aliviar muitas formas de sofrimento que afligem a família humana”.
Fonte: Site Vatican News
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