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Catedral Metropolitana de Juiz de Fora

Começa, em Belo Horizonte (MG), Assembleia Regional de Pastoral

Assembleia-4Teve início no final da tarde dessa segunda-feira, 11 de novembro, a Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As principais lideranças da Igreja no Espírito Santo e em Minas Gerais estarão reunidas na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG), até o próximo dia 14, para a elaboração e aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

Durante a abertura, o presidente do Regional Leste 2 e Bispo de Divinópolis (MG), Dom José Carlos de Souza Campos, deu as boas-vindas ao público presente e falou sobre as alegrias e desafios a serem definidos em assembleia. “As Diretrizes que iremos aprovar nesta Assembleia têm o objetivo de nos conduzir nos próximos anos e perpetuar a fecunda história da Igreja nos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais. A partir delas conseguiremos dar continuidade à nossa caminhada”, declarou.

As atividades da Assembleia serão conduzidas à luz de estudos e reflexões do Documento 109 da CNBB, a partir dos pilares: Palavra, Pão, Caridade e Missão. Além disso, haverá também a definição das urgências pastorais para o próximo quadriênio, uma formação sobre a Campanha da Fraternidade 2020 e reuniões reservadas.

Participam da Assembleia Regional de Pastoral 130 pessoas, entre o episcopado, coordenadores regionais de pastorais, movimentos e organismos, representantes de presbíteros, leigos e leigas. A Arquidiocese de Juiz de Fora está sendo representada pelo seu Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira, pelo Secretário-Executivo de Pastoral, Padre Everaldo José Sales Borges, pelos representantes dos Presbíteros, padres José Leles da Silva e Pierre Maurício de Almeida Cantarino, e pela leiga Cristina Pires. O Padre Welington Nascimento de Souza também está presente, enquanto coordenador da Pastoral Carcerária Regional.

(Arce)Bispos falecidos são homenageados

Seguindo a tradição da Igreja de honrar a memória dos defuntos, o Leste 2 da CNBB, durante sua Assembleia Regional de Pastoral, homenageou os três (Arce)Bispos e um Padre que faleceram neste ano de 2019.

A Santa Missa foi celebrada pelo Bispo de Janaúba, Dom Roberto José da Silva, e concelebrada por Dom José Moreira da Silva, Bispo de Januária, e Dom José Eudes Campos do Nascimento, Bispo de São João del-Rei. “A vida de nossos irmãos foi marcada pela doação à sua Igreja e ao seu povo. Hoje celebramos o ‘até logo’ ou ‘até breve’ que nossos irmãos nos deixaram e seguimos com o que eles nos ensinaram ‘ter coragem’”, disse o Bispo de Janaúba.

*Com informações do site do Regional Leste 2 da CNBB
*Foto: Xavana Jacqueline

Papa às Universidades católicas: desenvolver não só a mente, mas também o coração

Papa-às-Universidades-católicas“Uma educação reduzida a uma mera instrução técnica ou a mera informação torna-se uma alienação da educação”. Essas foram as palavras do Papa Francisco na manhã desta segunda-feira (4) aos participantes do Simpósio da Federação Internacional das Universidades Católicas, dedicado às novas fronteiras para os responsáveis pelas universidades.

Respostas adequadas

Ao recebê-los no Vaticano, o Pontífice recordou os “desafios inéditos” para as universidades que hoje provêm “do desenvolvimento das ciências, da evolução das novas tecnologias e das exigências da sociedade que pedem às instituições acadêmicas respostas adequadas e atualizadas”.

“A forte pressão, percebida nos vários âmbitos da vida sócioeconômica, política e cultural, interpela a própria vocação da universidade, em particular a tarefa dos professores de ensinar, de fazer pesquisa e de preparar as jovens gerações a se tornarem não apenas qualificados profissionais nas várias disciplinas, mas também protagonistas do bem comum, líderes criativos e responsáveis da vida social e civil com uma correta visão do homem e do mundo. Neste sentido, hoje as universidades devem se interrogar sobre a contribuição que podem e devem dar para a saúde integral do homem e para uma ecologia solidária”.

Projetos solidários

As universidades católicas, observa Francisco, deveriam dar “com maior acuidade” estas exigências, estudando “problemáticas antigas e novas” na sua especificidade e rapidez, “mas sempre dentro de uma ótica pessoal e global”.

“O trabalho interdisciplinar, a cooperação internacional e o compartilhamento dos recursos são elementos importantes para que a universalidade se traduza em projetos solidários e frutuosos em favor do homem, de todos os homens e também do contexto onde crescem e vivem”.

As três linguagens

O Papa nota o quanto o desenvolvimento das tecnociências esteja destinado a influenciar “de modo cada vez maior” na saúde física e psicológica das pessoas: todo ensinamento, sublinha, implica também em uma interrogação sobre os “porquês”, com uma reflexão “sobre os fundamentos e sobre os fins de cada disciplina”.

“Uma educação reduzida a uma mera instrução técnica ou a mera informação torna-se uma alienação da educação, considerar que se pode transmitir conhecimento subtraindo-o da sua dimensão ética, seria como renunciar a educar”.

“É necessário superar a herança do iluminismo, educar de modo geral, mas antes de tudo, a universidade não é somente encher a cabeça de conceitos. É preciso três linguagens. É necessário que as três linguagens entrem em jogo: a linguagem da mente, a linguagem do coração e a linguagem da mão, para que assim se pense em harmonia com o que se sente, se faz; se sinta em harmonia com o que se pensa e se faz; se faça em harmonia com o que se sente e se pensa. Uma harmonia geral, não extraída da totalidade”.

Uma nova episteme

Portanto Francisco evidencia uma ideia de educação concebida como “um processo teológico”, orientado a um fim e, portanto, para uma exata visão do homem, ao qual une também um “caráter tipicamente epistemológico” que refere-se universalmente a todo os saberes: humanistas, naturalistas, científicos e tecnológicos.

“A ligação entre conhecimento e finalidade leva ao tema da internacionalidade e ao papel do sujeito em todo processo cognitivo. Assim chegamos a uma nova episteme. A epistemologia tradicional tinha sublinhado este papel considerando o caráter impessoal de todo conhecimento como condição de objetividade, requisito essencial da universalidade e da comunicabilidade do saber. Hoje, ao invés, numerosos autores colocam em evidência como não existam experiências totalmente impessoais: a forma mentis, as convicções normativas, as categorias, a criatividade, as experiências existenciais do sujeito representam uma ‘dimensão tácita’ do conhecimento, mas sempre presente, um fator indispensável para a aceitação do progresso científico. Não podemos pensar em uma nova episteme de laboratório, não dá; da vida, sim”.

*Fonte: Site do Vatican News

Presidência da CNBB emite nota sobre o vazamento de óleo no litoral Nordestino

mensagemÓleo-1200x762 cA presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, na última semana, uma nota sobre o vazamento de óleo no litoral do Nordeste brasileiro. No documento, inspirado pela realização do Sínodo para a Pan-Amazônia e frente aos desastres ambientais, a CNBB cobra uma postura de profunda e imediata conversão ecológica. A presidência da CNBB cobra também das autoridades competentes ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural e uma devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica. Veja a íntegra do documento abaixo:


Nota da CNBB sobre vazamento de óleo no litoral do Nordeste

As manchas de óleo que contaminam tristemente as praias do Nordeste devem sensibilizar corações para urgente necessidade: uma profunda e imediata conversão ecológica. Os processos extrativistas que contaminam e matam devem ser fiscalizados e devidamente responsabilizados pelo poder público, pois não há futuro para a humanidade sem o indispensável respeito à Casa Comum.

O Sínodo dos Bispos para a Amazônia, em seu horizonte, reforça esta convocação: todos vivenciem uma autêntica conversão ecológica. Seja inspiração e exemplo para cada pessoa, no caminho rumo à conversão, o magnífico trabalho de voluntários que estão se dedicando à limpeza das praias do Nordeste.

Homens e mulheres que se arriscam, em contato com o óleo tóxico, para salvar o meio ambiente. Diante desse desastre que contamina as praias do Nordeste, são esperadas, das autoridades competentes, ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural. E que seja feita a devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica.

A coragem e a solidariedade dos voluntários toquem o coração de todos, especialmente de governantes, para que a defesa da vida e do planeta seja sempre prioridade.

Em Cristo,

Brasília-DF, 28 de outubro de 2019

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB


Fonte: Site da CNBB

Sínodo para Amazônia chega ao fim com missa presidida pelo Papa Francisco

encerramento-sinodoDepois de três semanas de trabalho, encerrou-se hoje, dia 27 de outubro, o Sínodo para Amazônia com uma missa presidida pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro. Participaram da celebração os padres sinodais e demais integrantes do Sínodo, como representantes indígenas e especialistas em Amazônia.

Durante a missa, o Santo Padre agradeceu a participação de todos os envolvidos na realização da Assembleia Sinodal. “Foi bom e vos agradeço, queridos padres e irmãos sinodais, por termos dialogado, nessas semanas, com o coração, com sinceridade e franqueza, colocando fadigas e esperanças diante de Deus e dos irmãos”, afirmou.

“Neste Sínodo, tivemos a graça de escutar as vozes dos pobres e refletir sobre a precariedade das suas vidas, ameaçadas por modelos de progresso predatórios. E, no entanto, precisamente nesta situação, muitos nos testemunharam que é possível olhar a realidade de modo diferente, acolhendo-a de mãos abertas como uma dádiva, habitando na criação, não como meio a ser explorado, mas como casa a ser guardada, confiando em Deus. Ele é Pai e – diz ainda Ben Sirá – «ouvirá a oração do oprimido» (35, 13). Quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres não são escutadas, acabando talvez vilipendiadas ou silenciadas porque incômodas. Rezemos pedindo a graça de saber escutar o clamor dos pobres: é o clamor de esperança da Igreja. Assumindo nós o seu clamor, também a nossa oração atravessará as nuvens”.

Homilia

Na homilia, o Papa Francisco alertou sobre a atitude do fariseu no Evangelho de Lucas (18,9-14), que durante a oração apenas destaca as leis que seguiu: “o fariseu vangloria-se porque cumpre do melhor modo possível preceitos particulares. Mas esquece o maior: amar a Deus e ao próximo (cf. Mt 22, 36-40). Transbordando de confiança própria, da sua capacidade de observar os mandamentos, dos seus méritos e virtudes, o fariseu aparece centrado apenas em si mesmo. Vive sem amor. Mas, sem amor, até as melhores coisas de nada aproveitam, como diz São Paulo (cf. 1 Cor 13). E sem amor, qual é o resultado? No fim de contas, em vez de rezar, elogia-se a si mesmo. De fato, não pede nada ao Senhor, porque não se sente necessitado nem em dívida, mas com crédito. Está no templo de Deus, mas pratica a religião do eu”.

Devemos nos espelhar, segundo o Papa, na oração do publicano, que suplica piedade por ser pecador: “hoje, contemplando o publicano, descobrimos o ponto onde recomeçar: do fato de nos considerarmos, todos, necessitados de salvação. É o primeiro passo da religião de Deus, que é misericórdia com quem se reconhece miserável. Ao passo que a raiz de todo o erro espiritual, como ensinavam os monges antigos, é crer-se justo. Considerar-se justo é deixar Deus, o único justo, fora de casa”.

Angelus

Logo após a missa de encerramento do Sínodo, na oração do Angelus, o Papa Francisco também falou sobre o trabalho no Sínodo para Amazônia: “o clamor dos pobres, juntamente com o da terra, chegou da Amazônia. Após essas três semanas, não podemos fingir que não ouvimos. As vozes dos pobres, juntamente com as de muitos outros dentro e fora da Assembléia do Sínodo – pastores, jovens, cientistas – nos pressionam a não permanecer indiferentes. Muitas vezes ouvimos a frase ”mais tarde, é tarde demais”. Não pode continuar assim como um slogan”.

“O que foi o Sínodo? – questionou o Papa já com uma resposta – Foi, como a palavra diz, uma caminhada juntos, consolada pela coragem e consolações que vêm do Senhor. Caminhamos olhando nos olhos um do outro e ouvindo um ao outro, sinceramente, sem esconder as dificuldades, experimentando a beleza de seguir em frente juntos, para servir”.

Por fim, o Papa Francisco pediu a proteção de Nossa Senhora: “invoquemos a Virgem Maria, venerada e amada como Rainha da Amazônia. Tornou-se não conquistadora, mas “inculturada”, com a humilde coragem de sua mãe, tornou-se a protetora de seus filhos, a defesa dos oprimidos. A ela, que cuidou de Jesus na casa pobre de Nazaré, confiamos as crianças mais pobres e nosso lar comum. Ela, uma mulher de esperança, pode interceder para que o Espírito Santo desça sobre nós, que com sua doce criatividade torna todas as coisas novas”.

Fonte: Site da CNBB

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