Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
Nota da CNBB sobre o massacre no Complexo Penitenciário de Manaus
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- Segunda, 09 Janeiro 2017 08:48
"Pedimos às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia", afirmam os bispos.
A presidência da CNBB emitiu, na tarde do dia 4 de janeiro, uma Nota aos bispos, padres, religiosos, leigos e a todas as pessoas de boa vontade a respeito do massacre no complexo penitenciário de Manaus (AM).
No texto, os bispos afirmam que estão unidos a dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus, e, com ele manifestam "repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida achando que a mesma é descartável e que se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”.
Os bispos ainda pedem "às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia, na sua complexidade conjuntural e estrutural, e, acima de tudo, a busca de um sistema penitenciário mais justo, digno e humano".
Leia a Nota:
NOTA DA CNBB SOBRE O MASSACRE NO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DE MANAUS
Estive na prisão e me visitastes (Mt 25,36)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, através da sua Presidência, manifesta seu repúdio e sua indignação diante do massacre de presos ocorrido, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM). Nós nos unimos ao arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, e à Pastoral Carcerária, para reafirmar a defesa incondicional da vida dos encarcerados e a solidariedade com as suas famílias. “Manifestamos nosso repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida achando que a mesma é descartável e que se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos” (Nota Pública da Arquidiocese de Manaus).
O Papa Francisco, na audiência geral desta quarta-feira, 4 de janeiro, referindo-se a esse massacre, afirmou: “Renovo o apelo para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas”. Nestes três pilares mencionados pelo Papa, estão construídas, há muitos anos, a posição e solicitude da Igreja, diante da realidade de vida dos encarcerados no Brasil: a reeducação, a reinserção social e o respeito pela dignidade humana.
A Igreja tem oferecido a sua contribuição para defesa da dignidade dos encarcerados e promoção da justiça social. Por intermédio da CNBB, manifesta sua disposição de continuar trabalhando, para que se implante uma segurança que proporcione condições de vida pacífica para os cidadãos e para as comunidades.
A Pastoral Carcerária acompanha as unidades prisionais em todo o País e tem, reiteradas vezes, chamado a atenção para os graves problemas do sistema penitenciário: a superlotação e a falta de estrutura das unidades prisionais, a privatização dos presídios, a necessária reeducação e reinserção social dos presos. Nos últimos anos, a Pastoral Carcerária tem insistido na elaboração e execução de Políticas Públicas que contemplem o revigoramento das Defensorias Públicas, Ouvidorias e Corregedorias autônomas, bem como o controle externo das políticas penitenciárias no País.
Pedimos às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia, na sua complexidade conjuntural e estrutural, e, acima de tudo, a busca de um sistema penitenciário mais justo, digno e humano.
Solidários com as famílias das vítimas desse massacre, rezemos, com o Papa Francisco, “pelos detentos mortos e vivos, e também por todos os encarcerados do mundo, para que as prisões sejam para reinserir e não sejam superlotadas”.
Brasília-DF, 4 de janeiro de 2017
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
Fonte: CNBB
Veja como será a primeira semana do Papa em 2017
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- Quarta, 04 Janeiro 2017 08:52
Com a chegada do Ano Novo, o Papa Francisco retoma também sua agenda pública.
Já nessa quarta-feira, 4, o Pontífice deve continuar sua série de audiências gerais onde ele está tratando da virtude teologal da esperança. Devido às baixas temperaturas dessa estação, estas catequeses deverão ser realizadas na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Para a quinta-feira, 5, o Francisco convocou para irem a Roma os habitantes das zonas assoladas por dois grandes terremotos -em agosto e novembro- que provocaram a morte de mais de 300 de seus habitantes.
Será um encontro com os remanescentes daquelas catástrofes para que o Papa possa dizer-lhes pessoalmente que eles não estão sós e que o Pontífice se empenha para que seja impulsionada a reconstrução de toda a região flagelada pelos sismos.
A sexta-feira, 6, será a Festa da Epifania do Senhor. O Papa Francisco tem o compromisso de celebrar a Missa na Basílica de São Pedro. Neste dia o Natal é celebrado pelas Igrejas Orientais.
A semana do Papa será concluída na Capela Sistina quando o Santo Padre ministrará o Batismo aos filhos dos funcionários do Vaticano e, mais tarde, ao meio dia, ele rezará do balcão dos aposentos pontifícios a oração do Angelus com os fiéis peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Fonte: Canção Nova Notícias
Padre Zezinho será conferencista do II Café Mariológico da Academia Marial
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- Quarta, 04 Janeiro 2017 08:45
No próximo dia 9 de janeiro, a Academia Marial realiza o II Café Mariológico. A atividade contará com a presença de padre Zezinho e é aberto ao público.
Na oportunidade será realizada a aula inaugural do curso de Pós-graduação em mariologia, o primeiro do Brasil.
O tema da conferência de Padre Zezinho é “Mil vezes Aparecida”. A atividade está em sintonia com o jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem.
Na oportunidade padre Zezinho, que estará acompanhado do grupo “Ir ao povo”, fará o lançamento do seu CD de mesmo nome.
Segundo o Diretor da Academia Marial, Missionário Redentorista padre Valdivino Guimarães, o momento é uma rica oportunidade de refletir com mais profundidade o tema Nossa Senhora Aparecida e a devoção popular.
"Os últimos eventos promovidos pela Academia Marial, bem como os que virão, se inserem no contexto dos 300 anos do encontro da Imagem. O Café Mariológico não é diferente, tal evento, surge com o afã de continuar correspondendo com a missão da Academia que é bendizer a Virgem Maria, e neste 'II Café', refletiremos com auxilio de Pe. Zezinho sobre a Virgem Aparecida", explica o diretor.
O Café Mariológico acontece no auditório Padre Noé Sotillo, e terá início às 19h30.
As inscrições são limitadas, por isso é necessária confirmação de presença pelo telefone (12) 3104-1549 ou e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Fonte: A12
É preciso fazer-se pequenino para encontrar Jesus, diz Papa
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- Segunda, 26 Dezembro 2016 12:33
Francisco presidiu Missa de Natal recordando que é preciso olhar para a simplicidade de Deus para viver o verdadeiro Natal
Neste sábado, 24, véspera de Natal, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica Vaticana. Na homilia, convidou os fiéis a deixarem de lado pretensões insaciáveis para reencontrar na simplicidade de Deus o sentido da vida.
O sinal para sempre encontrar Jesus, segundo o Papa, está na simplicidade da cena do seu nascimento, uma simplicidade que deve ser contemplada para que se possa viver o verdadeiro Natal.
Acesse
.: Íntegra da homilia
Com este sinal, explicou Francisco, o Evangelho desvenda o paradoxo do Deus que não se apresentou entre os grandes, mas na pobreza de um curral, na simplicidade da vida, na pequenez que surpreende. E para encontrar Jesus, é preciso fazer-se pequenino. “O Menino que nasce interpela-nos: chama-nos a deixar as ilusões do efêmero para ir ao essencial, renunciar às nossas pretensões insaciáveis, abandonar aquela perene insatisfação e a tristeza por algo que sempre nos faltará. Far-nos-á bem deixar estas coisas, para reencontrar na simplicidade de Deus-Menino a paz, a alegria, o sentido da vida”.
Ao falar do Menino Jesus na manjedoura, o Papa também se lembrou das crianças que não têm berço nem um pai ou mãe para lhes dar carinho. São crianças que estão nas “miseráveis manjedouras de dignidade”, ou seja, em abrigos subterrâneos para escapar de bombardeios, nas calçadas das grandes cidades ou então no fundo de barcos sobrecarregados de migrantes. Francisco também mencionou as crianças que não são permitidas nascer, que passam fome, que têm armas na mão em vez de brinquedos.
O Santo Padre também atentou para a indiferença que Jesus sofreu em seu nascimento, uma atitude que pode se repetir ainda hoje quando o Natal se torna uma festa onde o protagonista é o homem em vez de ser Jesus, quando comércio e presentes colocam na sombra a luz de Deus. Apesar disso, Natal é festa da esperança, destacou o Papa, pois a luz de Deus resplandece mesmo diante das trevas humanas.
“Entremos no verdadeiro Natal com os pastores, levemos a Jesus aquilo que somos, as nossas marginalizações, as nossas feridas não curadas. Assim, em Jesus, saborearemos o verdadeiro espírito do Natal: a beleza de ser amado por Deus”.
Fonte: Canção Nova
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