Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
Papa Francisco: “juntos” é o nome da paz em 2023
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- Terça, 20 Dezembro 2022 12:54
“É hora de pararmos um pouco para nos interrogar, aprender, crescer e deixar transformar”: este é o convite do Papa Francisco contido na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, celebrado em 1º de janeiro.
O tema escolhido pelo Pontífice é “Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas de paz”.
Passados três anos, é justamente a experiência da pandemia o fio condutor da mensagem.
“A Covid-19 precipitou-nos no coração da noite, desestabilizando a nossa vida quotidiana, transtornando os nossos planos e hábitos, subvertendo a aparente tranquilidade mesmo das sociedades mais privilegiadas, gerando desorientação e sofrimento, causando a morte de tantos irmãos e irmãs.”
Os efeitos foram de longa duração: além do luto, o vírus causou um mal-estar generalizado, ameaçou a segurança laboral de muitas pessoas, agravou a solidão em nossas sociedades, fez aflorar contradições e desigualdades e fragilidades.
Então vem a pergunta: “O que é que aprendemos com esta situação de pandemia?”.
Francisco não tem dúvidas: “A maior lição que Covid-19 nos deixa em herança é a consciência de que todos precisamos uns dos outros, que o nosso maior tesouro, ainda que o mais frágil, é a fraternidade humana, fundada na filiação divina comum, e que ninguém pode salvar-se sozinho”.
Por conseguinte, é urgente buscar e promover, juntos, os valores universais que traçam o caminho desta fraternidade humana.
A própria pandemia favoreceu atitudes positivas, como um regresso à humildade; uma redução de certas pretensões consumistas; um renovado sentido de solidariedade, bem como um empenho, “em alguns casos verdadeiramente heroico”, de muitas pessoas que se doaram para que todos conseguissem superar do melhor modo possível o drama da emergência.
O segredo, aponta o Papa, está na palavra “juntos”.
“Com efeito, é juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos. De fato, as respostas mais eficazes à pandemia foram aquelas que viram grupos sociais, instituições públicas e privadas, organizações internacionais unidos para responder ao desafio, deixando de lado interesses particulares.”
Mas quando o mundo ainda se recuperava do trauma, eis que outro fato colocou a humanidade à dura prova: a guerra na Ucrânia. Francisco fala de “desgraça”, “flagelo” que, diferentemente da Covid, foi pilotado por “opções humanas culpáveis”. A guerra ceifa vítimas inocentes e suas consequências vão além-fronteiras, como demonstram o aumento do preço do trigo e energia.
“Não era esta, sem dúvida, a estação pós-Covid que esperávamos ou por que ansiávamos”, lamenta o Pontífice, definindo a guerra uma “derrota da humanidade” para a qual ainda não há vacina.
“Com certeza, o vírus da guerra é mais difícil de derrotar do que aqueles que atingem o organismo humano, porque o primeiro não provem de fora, mas do íntimo do coração humano, corrompido pelo pecado.”
E vem a última pergunta: “Que fazer?”
Antes de mais nada, deixar que Deus transforme nossos corações. E depois, pensar em termos comunitários. Não existe mais o espaço dos nossos interesses pessoais ou nacionais, mas “é hora de nos comprometermos todos em prol da cura de nossa sociedade e do nosso planeta”.
Outra lição deixada pela pandemia é que as crises morais, sociais, políticas e econômicas estão interligadas. “E assim somos chamados a enfrentar, com responsabilidade e compaixão, os desafios do nosso mundo.”
E os desafios, infelizmente, não são poucos: guerras, alterações climáticas, desigualdades, desemprego, migração e o “escândalo dos povos famintos”.
“Compartilho estas reflexões com a esperança de que, no novo ano, possamos caminhar juntos valorizando tudo o que a história nos pode ensinar”, conclui o Santo Padre, fazendo os melhores votos aos Chefes de Estado e de Governo, aos Responsáveis das Organizações Internacionais, aos líderes das várias religiões.
“Desejo a todos os homens e mulheres de boa vontade que possam, como artesãos de paz, construir dia após dia um ano feliz! Maria Imaculada, Mãe de Jesus e Rainha da Paz, interceda por nós e pelo mundo inteiro.”
Fonte: Site Vatican News
Foto: Pixabay
Tradução brasileira da 3ª edição do Missal Romano é entregue à Santa Sé e ao Papa Francisco
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- Terça, 20 Dezembro 2022 12:49
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entregou, dia 15 de dezembro, ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano a tradução brasileira da 3ª edição do Missal Romano. A revisão da 3ª edição foi concluída depois de 19 anos de trabalho da Comissão para os Textos Litúrgicos da CNBB.
O material, revisado e aprovado na 59ª Assembleia Geral da CNBB, foi entregue pessoalmente pelo bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB, dom Edmar Peron, e pelo assessor da comissão, padre Leonardo Pinheiro, ao prefeito do dicastério, dom Arthur Roche (foto acima à direita). O missal também foi apresentado ao Papa Francisco durante a Audiência Geral da quarta-feira, 14 de dezembro.
Antes das agendas no Vaticano, os representantes da CNBB passaram por Fátima, em Portugal, cumprindo uma visita de cortesia e para celebração de acordos e de projetos de colaboração com a Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade da conferência de Portugal.
Além da revisão da 3ª edição do Missal Romano, os emissários da CNBB também entregaram ao mesmo dicastério o “Rito de Instituição do Catequista”, aprovado pelos bispos do Brasil em sua 59ª assembleia geral.
“Tivemos a graça de apresentar o material ao Papa Francisco. Com muito carinho, ele acolheu e abençoou todos os que trabalharam nestes 19 anos. Coroando este nosso trabalho junto à CNBB, entregamos ao Dicastério da Santa Sé responsável por analisar e dar o aval para a publicação da terceira edição do Missal no Brasil”, disse o assessor da comissão, padre Leonardo Pinheiro.
Celebração de uma conquista
O representante da Comissão de Liturgia da CNBB celebrou a conquista. “Foi uma experiência muito rica nestes dias. A conclusão de um trabalho que soma mais de 19 anos”. Padre Leonardo destacou o trabalho dedicado de tantas pessoas (peritos, linguistas, liturgistas, assessores e bispos) para a tradução brasileira da 3ª edição do Missal Romano. “Apresentamos aqui em Roma o fruto de todo esse esforço”, comemorou.
Ele lembrou também do empenho dos grupos que trabalharam na etapa final para consolidar a versão apresentada ao Vaticano como revisores, diagramadores, impressão, Arquivo e Centro de Documentação e Informação e a equipe da Edições CNBB. “Nós fomos muito bem acolhidos nesta viagem que fazemos, desde a passagem por Portugal, estreitando laços e conhecendo também o rico trabalho que fazem na animação da vida litúrgica daquele país”, disse.
Fonte: Site da CNBB
Padres e diáconos participam da última Reunião do Clero de 2022
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- Quarta, 14 Dezembro 2022 18:13
Nesta terça-feira, dia de Santa Luzia, dezenas de padres e diáconos da Arquidiocese de Juiz de Fora se reuniram com o Arcebispo Metropolitano no Auditório Mater Ecclesiae, no prédio da Cúria Metropolitana, para a última Reunião do Clero deste ano. O encontro foi marcado pelo caráter festivo de final de ano.
Pela manhã, após o café e a oração inicial, os religiosos participaram um momento de reflexão acerca da espiritualidade do advento, com o Padre Geraldo Dondici Vieira, que recordar a história de Liev Tolstói, “Martin, o sapateiro”. Em entrevista, o sacerdote resumiu a mensagem passada. “Martin é aquele senhor que queria ver Jesus. Jesus falou que viria. Jesus não veio, mas vieram três pobres e ele acolheu os três prontamente. E aí Jesus falou: vim três vezes na sua casa e você me acolheu! Esse é o verdadeiro Natal, acolher os irmãos. Jesus também nasceu pobrezinho e longe de casa, foi forasteiro, refugiado, para nos lembrar de todos esses irmãos que precisam do nosso gesto de amor nesse Natal”.
Na ocasião, ele ainda apresentou uma canção da Ucrânia, recordando que o país segue enfrentando a guerra, “mais uma vez a loucura coração humano [agindo]”, diz ele. Da música mais um ensinamento: “o Natal inclui a Cruz do Senhor e as nossas cruzes para transformá-las em ressurreição e vida”.
Na sequência, pautas formativas foram apresentadas como uma síntese da carta apostólica do Papa Francisco “Desidério Desideravi”, sobre a formação litúrgica e a beleza da liturgia; e a tradicional pauta de prestação de contas e informes do Economato.
“Tivemos muito trabalho essa manhã, sobretudo, preparando agora a grande festa do dia 5 de fevereiro, quando vamos receber o Núncio Apostólico e abrir o Ano Mariano preparatório para o Centenário da nossa Diocese. Tivemos informações várias sobre questões de administração, também sobre catequese, sobre pastoral em geral e novo esquema pastoral, que estabelecemos agora após o Segundo Sínodo”, descreveu Dom Gil Antônio Moreira.
Após as comunicações habituais, padres e diáconos se dirigiram à Capela do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio para Missa em Ação de Graças pelos aniversariantes do mês, em especial pelo Jubileu de Prata dos Padres Expedito Lopes de Castro, José Custódio de Oliveira e Ailton José Alvim, e os 58 anos de ordenação presbiteral de Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues. O Arcebispo destacou, durante a homilia, que celebrar datas marcantes é momento de reviver e revitalizar a ordenação, buscar estabelecer novamente aquela intimidade com Jesus.
O Pastor Arquidiocesano também demonstrou sua satisfação com o encontro. “Foi um momento de muita satisfação, muita descontração, muita alegria diante do Senhor, muita piedade, para agradecer as grandes graças para cada um de nós e para a Igreja Particular de Juiz de Fora”.
Encerrando o dia, o clero juiz-forano participou de um almoço. Confira mais fotos destes momentos.
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora
Isabel Cristina é a nova beata da Igreja
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- Quarta, 14 Dezembro 2022 17:38
A cerimônia de beatificação da Mártir Isabel Cristina Mrad Campos, realizada no último sábado (10), reuniu mais de 10 mil pessoas no Parque de Exposições de Barbacena (MG), incluindo 22 bispos brasileiros e cerca de cem ônibus que, em caravanas, participaram desse momento de júbilo para a Igreja no Brasil.
A Missa foi presidida pelo Arcebispo Emérito de Aparecida (SP), Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, e concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, pelo Arcebispo Emérito de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, pelo Bispo Diocesano de Divinópolis e Presidente do Regional Leste 2 da CNBB, Dom José Carlos de Souza Campos, e pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira. A celebração contou ainda com a presença de padres, diáconos, seminaristas e religiosos(as), além do Postulador da Causa de Beatificação, Dr. Paolo Vilotta.
Tendo o rito iniciado após o ato penitencial, os fiéis ouviram de Paolo Vilotta os dados biográficos da jovem mineira, seguida da leitura da Carta Apostólica, feita em latim pelo Cardeal Dom Raymundo e em português pelo Coordenador Geral da Cerimônia de Beatificação, Monsenhor Danival Milagres Coelho, através da qual o Sumo Pontífice inscreveu entre os beatos a Venerável Serva de Deus Isabel Cristina Mrad Campos. O documento institui que ela possa ser celebrada liturgicamente em 1º de setembro, data em que sofreu o martírio e nasceu para o céu.
Ao canto do Aleluia, leigos e religiosos presenciaram o descerramento da imagem da nova Beata e prestigiaram a entrada, em procissão solene, da relíquia de Isabel Cristina, trazida por seu irmão, Paulo Roberto Mrad Campos, acompanhado por sua esposa e filhos. Esse momento também foi marcado pela presença de vinte jovens que traziam consigo rosas vermelhas e brancas, representando a idade com a qual a Serva de Deus sofreu o martírio.
Seguindo os ritos litúrgicos da celebração da Santa Missa, o Cardeal Dom Raymundo Damasceno, em sua homilia, afirmou que nem todos são chamados ao martírio de sangue, mas são convidados a viverem cotidianamente o martírio do amor. “Peçamos a Jesus a graça, por intercessão de Isabel Cristina, de aceitar as angústias e os desafios da vida cotidiana. Não tenhamos medo jamais!”, disse.
Em saudação ao final da celebração, o Arcebispo Metropolitano de Mariana proferiu um agradecimento aos presentes. Ao Arcebispo de Juiz de Fora ele agradeceu o apoio, enfatizando que, com a beatificação de Isabel Cristina, a união entre as duas Igrejas Particulares se fortalece ainda mais. Dom Airton também lembrou do Arcebispo Emérito de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, pelo testemunho, fraternidade e por ter abraçado a causa da beatificação durante o seu pastoreio.
Por fim, ele agradeceu a todos os que contribuíram para a realização da beatificação, especialmente aos familiares da mártir. “Que a intercessão da Beata Isabel Cristina faça surgir na Arquidiocese de Mariana o espírito de serviço, de comunhão e fraternidade e nos faça trabalhar incansavelmente para a sua canonização e para as beatificações do Servo de Deus Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida; de Floripes Dornellas de Jesus, a Lola; do Servo de Deus Monsenhor José Silvério Horta; e do Venerável Dom Antonio José Ferreira Viçoso”, finalizou.
Para o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, a beatificação de Isabel Cristina é uma graça de Deus para toda a Igreja, mas sobretudo para as igrejas de Mariana e de Juiz de Fora. “É uma pessoa que deu testemunho de santidade, não só com a sua vida, mas com o seu martírio. Foi capaz de morrer por causa de Cristo para defender a sua honra espiritual, defender a sua castidade; portanto, é uma pessoa que, colocada por Deus diante da juventude de hoje, diante da sociedade hodierna, fala a respeito do valor da vivência da fé cristã.”
Testemunhos
Durante a cerimônia, pessoas que tiveram o privilégio de conhecer a nova Beata e que também receberam graças por sua intercessão compartilharam suas histórias e sobre como foi participar da celebração.
Sônia Maria da Conceição Alves é avó de Gabriela Vitória Lopes Alves, que nasceu no dia 19 de junho de 2009, às 18h, no Hospital Otávio Neves, em Belo Horizonte (MG), com meio quilo e trinta centímetros. Ela contou que, graças à Isabel Cristina, a sua neta sobreviveu. “Hoje eu vim dar esse testemunho e agradecer, porque foi um milagre. Para mim, ela já é santa. O médico falou que era aborto e esse aborto cresceu, foi batizada e hoje é uma moça de 13 anos”, relatou.
Pedro Paulo Moreira, que estudou com Isabel Cristina em Juiz de Fora, também fez questão de participar da Missa. “Foram apenas três meses que estudamos juntos, mas foi muito tempo para conhecer a Isabel. Falar dela é falar de amor, era tudo o que tinha nela, um coração muito grande”, lembrou. Pedro viajou 100 km para prestigiar a amiga e agradecer a graça alcançada por sua intercessão. “Eu tive um problema muito sério com o alcoolismo. Em 2009, quando fiquei sabendo do processo de beatificação, pedi ajuda a ela. Após isso, a minha obsessão pelo álcool desapareceu, nunca mais bebi. Ela salvou a minha vida, a vida dos meus filhos, da minha família.”
Dagmar Sofia Cardoso de Medeiros, da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, de Barbacena, contou que seus pais tiveram contato com a família de Isabel Cristina. “Como ela morreu como mártir, mostra que nós todos somos convidados a ser santos. Quantos santos estão no meio de nós? Tenho certeza de que esse evento vai trazer uma maior santidade para a nossa cidade, principalmente para os nossos jovens. Estar aqui é estar em um pedacinho de céu.”
Marcela Kamiroski, Virgem Consagrada da Arquidiocese de Juiz de Fora, ressaltou que Isabel Cristina é um exemplo de vida e de santidade. “A gente não está celebrando uma morte, mas a forma como ela viveu, a entrega à evangelização, aos vicentinos. E também pelo duplo martírio que ela sofreu: não só do corpo, mas as difamações em relação a vida dela e à questão da família após o processo de investigação.”
Clique aqui e confira mais fotos da cerimônia de beatificação.
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora, com informações do site da Arquidiocese de Mariana
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