Notícias
Catedral Metropolitana recebe primeira v…
Na tarde desta terça-feira (23), a Catedral Metropolitana de Juiz de Fora realizou sua primeira visita guiada com enfoque histórico, proporcionando aos participantes uma oportunidade de conhecer mais profundamente a...
24-06-2026 Hits:51 Notícias
Leia mais
Mais de 30 mil pães abençoados foram dis…
A Catedral Metropolitana de Juiz de Fora encerrou com grande alegria mais uma edição da tradicional distribuição dos Pães de Santo Antônio, um dos momentos mais aguardados da festa em...
24-06-2026 Hits:43 Notícias
Leia mais
Catedral Metropolitana de Juiz de Fora c…
A Catedral Metropolitana de Juiz de Fora realizará, entre os dias 04 e 13 de junho, a tradicional Festa de Santo Antônio, reunindo os fiéis em um período marcado pela...
27-05-2026 Hits:508 Notícias
Leia mais
Dom Marco Aurélio Gubiotti celebra 13 an…
Nesta data especial, a Arquidiocese de Juiz de Fora se une em ação de graças pelos 13 anos de ordenação episcopal de Dom Marco Aurélio Gubiotti, Arcebispo Metropolitano de Juiz...
26-05-2026 Hits:159 Notícias
Leia mais
Fiéis celebram a Ascensão do Senhor em m…
A Catedral Metropolitana celebrou com grande fé e devoção a Solenidade da Ascensão do Senhor, reunindo fiéis na Santa Missa das 12h em um momento de profunda oração e reflexão...
21-05-2026 Hits:191 Notícias
Leia mais
Catequese da Catedral presta emocionante…
No último sábado, dia 17 de maio, a Catequese da Catedral Metropolitana promoveu uma emocionante homenagem em celebração ao Dia das Mães, proporcionando um momento de fé, carinho e gratidão...
21-05-2026 Hits:155 Notícias
Leia maisDestaques

Assembleia da Osib do Regional Leste 2 reúne padres e seminaristas em Patos de Minas
Entre os dias 14 e 17 de outubro, ocorreu a Assembleia da OSIB do Regional Leste 2 no Seminário Maior Dom José Coimbra, em Patos de Minas. A assemblei...
Leia maisProximidade do Papa aos católicos do Oriente Médio
“Estou com vocês…”. Com os habitantes de Gaza, com os deslocados, com aqueles que fugiram das bombas, com as mães que choram seus filhos mortos, com a...
Leia mais
Dom Jaime Spengler é anunciado entre os 21 novos Cardeais a serem criados pelo Papa Francisco
O Papa Francisco anunciou neste domingo, 6 de outubro, a criação de 21 novos cardeais num Consistório a ser celebrado no dia 8 de dezembro, Solenidade...
Leia mais
Papa faz novo apelo sobre a situação do Líbano
Para o Papa Francisco, uma escalada “inaceitável” vem ocorrendo há dias no Líbano, onde ondas de ataques israelenses contra o Hezbollah já causaram ma...
Leia maisPapa na ONU: cuidado com o Meio Ambiente e luta pelos excluídos
Papa Francisco discursa na 70ª Assembleia Geral da ONU e destaca cuidado com o meio ambiente e luta pelos excluídos; questão nuclear também foi abordada
O Papa visitou na manhã desta sexta-feira, 25, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. O convite foi feito pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. Esta é a quinta visita de um Pontífice ao Concerto das Nações.
Logo que chegou ao local, o Santo Padre teve um encontro privado com Ban Ki-moon e assinou o Livro de Ouro da ONU, registrando sua presença.
Em seguida, Francisco dirigiu algumas palavras aos funcionários da casa, ressaltando que apesar do trabalho discreto e simples que realizam nos bastidores, seu compromisso diário torna possível as iniciativas das Nações Unidas. O Papa desejou ainda que os funcionários, enquanto trabalham, sejam capazes de, segundo as próprias capacidades, cuidar uns dos outros, sendo solidários e respeitosos, encarnando neles mesmos, o ideal da Organização, sendo “uma família humana unida, que vive em harmonia, que trabalha não só pela paz, mas em paz”.
Ao final, houve um momento de silêncio, em homenagem a todos os funcionários que tombaram em serviço. [Leia a saudação na íntegra]
Após este breve momento, o Santo Padre se dirigiu a Assembleia Geral da ONU, em que estavam presentes chefes de Estado e de Governo e representantes de 193 países.
A sessão da 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas foi aberta pelo seu presidente, o dinamarquês Mogens Lykketoft, que apresentou as preocupações atuais do mundo. Em seguida, o secretário geral Ban Ki-moon disse que jamais na história as Nações Unidas sentiram-se tão honrados. Ele agradeceu Francisco por ter mostrado ser um homem de fé, de todos os credos, e exaltou o exemplo e testemunho do Pontífice, que “inspira a todos”.
O secretário lembrou ainda que a visita do Papa a ONU coincide com o estudo da agenda para o desenvolvimento sustentável, e isso “não é uma coincidência”, fazendo alusão a Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum.
Discurso do Papa
Em seu discurso aos líderes, Papa Francisco destacou o cuidado com o Meio ambiente e a questão dos excluídos.
Logo no início, o Papa reconheceu o apreço que a Igreja tem pela Organização, que festeja seu 70º aniversário, e disse que a mesma é uma resposta jurídica e política adequada para o momento histórico.
Francisco lembrou que, no trabalho das Nações Unidas, a justiça é um requisito indispensável para se realizar o ideal de fraternidade universal. E recordou que a limitação do poder é uma ideia implícita no conceito de direito: “Dar a cada um o que lhe é devido, segundo a definição clássica de justiça, significa que nenhum indivíduo ou grupo humano se pode considerar onipotente, autorizado a pisar a dignidade e os direitos dos outros indivíduos ou dos grupos sociais.”
A partir daí, o Papa concentrou seu discurso em dois problemas, consequentes de um mau exercício do poder: a questão do meio ambiente e a luta pelos excluídos.
O Papa lembrou que existe um “direito do ambiente”, que o ser humano faz parte deste, e “só pode sobreviver e se desenvolver se o ambiente ecológico lhe for favorável”, e que qualquer dano ao meio ambiente é um dano ‘a humanidade. Além disso, Francisco frisou que toda a criação provém do Amor de Deus, e que cada uma das criaturas têm seu valor; ao ser humano é permitido, portanto, “servir-se respeitosamente da criação para o bem dos seus semelhantes e para a glória do Criador, mas sem abusar dela e muito menos sentir-se autorizado a destruí-la”.
Acesse
.: Discurso na íntegra
Quanto à questão dos excluídos, o Papa disse que a ambição egoísta e ilimitada de poder e bem-estar material leva não só ao abuso dos meios materiais disponíveis, mas também à exclusão dos “fracos e menos hábeis”, frisando que a exclusão econômica e social é uma negação total da fraternidade humana e um atentado grave aos direitos humanos e ao ambiente. Francisco lembrou que os mais pobres “são descartados pela sociedade, ao mesmo tempo são obrigados a viver de desperdícios, e devem sofrer injustamente as consequências do abuso do ambiente. Estes fenômenos constituem, hoje, a «cultura do descarte» tão difundida e inconscientemente consolidada.”
O Papa destacou a responsabilidade de todos os governantes neste quesito: “O mundo pede vivamente a todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, feita de passos concretos e medidas imediatas, para preservar e melhorar o ambiente natural e superar o mais rapidamente possível o fenômeno da exclusão social e econômica, com suas tristes consequências de tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de meninos e meninas, trabalho escravo, incluindo a prostituição, tráfico de drogas e de armas, terrorismo e criminalidade internacional organizada. Tal é a magnitude destas situações e o número de vidas inocentes envolvidas que devemos evitar qualquer tentação de cair num nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências.”
Francisco ressaltou que deve-se cuidar para que as instituições sejam realmente eficazes na luta contra os problemas. E chamou a atenção para que este cuidado não fique somente na burocracia e no levantamento de estatísticas e metas, mas que seja observado que, além dos números, “existem homens e mulheres concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem, e que muitas vezes se vêem obrigados a viver miseravelmente, privados de qualquer direito.” O Papa apontou que para estes, a solução é que sejam atores do seu próprio destino.
“O desenvolvimento humano integral e o pleno exercício da dignidade humana não podem ser impostos; devem ser construídos e realizados por cada um, por cada família, em comunhão com os outros seres humanos e num relacionamento correto com todos os ambientes onde se desenvolve a sociabilidade humana – amigos, comunidades, aldeias e vilas, escolas, empresas e sindicatos, províncias e países, e reafirmou a importância da educação. O Papa chamou a atenção para que seja assegurado a todos o direito ao mínimo a nível material e espiritual. “A nível material, este mínimo absoluto tem três nomes: casa, trabalho e terra. E, a nível espiritual, um nome: liberdade do espírito, que inclui a liberdade religiosa, o direito à educação e os outros direitos civis.”
O pontífice destacou que a experiência destes setenta anos de existência das Nações Unidas e dos primeiros quinze anos do milênio mostram tanto a eficácia da plena aplicação das normas internacionais como a ineficácia da sua inobservância. “Se se respeita e aplica a Carta das Nações Unidas, com transparência e sinceridade, sem segundos fins, como um ponto de referência obrigatório de justiça e não como um instrumento para mascarar intenções ambíguas, obtém-se resultados de paz. Quando, pelo contrário, se confunde a norma com um simples instrumento que se usa quando resulta favorável e se contorna quando não o é, abre-se uma verdadeira caixa de Pandora com forças incontroláveis, que prejudicam seriamente as populações inermes, o ambiente cultural e também o ambiente biológico.”
Francisco também criticou a questão nuclear e lembrou que “Uma ética e um direito baseados sobre a ameaça da destruição recíproca – e, potencialmente, de toda a humanidade – são contraditórios e constituem um dolo em toda a construção das Nações Unidas, que se tornariam «Nações Unidas pelo medo e a desconfiança».” O pontífice disse ser necessário trabalhar por um mundo sem armas nucleares e elogiou os acordos da Ásia e do Médio Oriente.
O Papa ainda mostrou sua preocupação com a perseguição aos cristãos na região da África e com as situações de conflito na Síria. “Estas realidades devem constituir um sério apelo a um exame de consciência por parte daqueles que têm a responsabilidade pela condução dos assuntos internacionais. (…) Nas guerras e conflitos, existem pessoas, nossos irmãos e irmãs, homens e mulheres, jovens e idosos, meninos e meninas que choram, sofrem e morrem. Seres humanos que se tornam material de descarte, enquanto nada mais se faz senão enumerar problemas, estratégias e discussões.”
Francisco citou a carta enviada por ele ao Secretário Ban Ki-Moon, em agosto do ano passado: “a mais elementar compreensão da dignidade humana obriga a comunidade internacional, em particular através das regras e dos mecanismos do direito internacional, a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir e prevenir ulteriores violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas» e para proteger as populações inocentes.”
A temática do narcotráfico também foi levantada por Francisco, “uma guerra «suportada» e pobremente combatida. O narcotráfico, por sua própria natureza, é acompanhado pelo tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, exploração infantil e outras formas de corrupção. Corrupção, que penetrou nos diferentes níveis da vida social, política, militar, artística e religiosa, gerando, em muitos casos, uma estrutura paralela que põe em perigo a credibilidade das nossas instituições.”
Francisco recordou as palavras de Paulo VI, quando disse que o perigo não está no progresso nem na ciência, mas no homem, “que dispõe de instrumentos sempre cada vez mais poderosos, aptos tanto para a ruína como para as mais elevadas conquistas”, e frisou que a casa comum de todos os homens deve continuar a erguer-se sobre uma recta compreensão da fraternidade universal e sobre o respeito pela sacralidade de cada vida humana, e da natureza criada. “Tal compreensão e respeito – disse o Papa- exigem um grau superior de sabedoria, que aceite a transcendência, renuncie à construção duma elite onipotente e entenda que o sentido pleno da vida individual e coletiva está no serviço desinteressado aos outros e no uso prudente e respeitoso da criação para o bem comum.”
O Papa finalizou seu discurso dizendo que o mundo contemporâneo, aparentemente interligado, experimenta uma crescente, consistente e contínua fragmentação social que põe em perigo todo o fundamento da vida social e assim acaba por colocar-nos uns contra os outros na defesa dos próprios interesses, e reafirmou a urgência das questões: “Não podemos permitir-nos o adiamento de «algumas agendas» para o futuro. O futuro exige-nos decisões críticas e globais face aos conflitos mundiais que aumentam o número dos excluídos e necessitados.”
Por fim, o Papa definiu as Nações Unidas como penhor para um futuro seguro e feliz para as gerações futuras. “Sê-lo-á se os representantes dos Estados souberem pôr de lado interesses sectoriais e ideologias e procurarem sinceramente o serviço do bem comum.”
Fonte: Canção Nova

Por favor aguarde...