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III Congresso Eucarístico Arquidiocesano - Novembro de 2024

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Santa Sé na ONU: eliminar a pobreza até 2030, objetivo distante

A-distância-entre-ricos-e-pobres-continua-aumentado-e-a-desigualdade-de-renda-é-um-desafio-socioeconômico-do-nosso-tempoO Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Nova Iorque, Dom Bernardito Auza, durante a 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Social, na quarta-feira (3), afirmou que o objetivo de eliminar a pobreza, até 2030, permanece distante.

“Nas últimas três décadas vimos uma redução significativa da pobreza global, sobretudo da pobreza extrema. Segundo o novo relatório do Banco Mundial, quase a metade dos países aqui presentes têm, hoje, um índice de pobreza inferior a 3%, um resultado realmente notável”, frisou o arcebispo filipino.

Segundo Dom Auza, “se por um lado o índice de pobreza global é mais baixo do que nunca, por outro, “erradicar a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares, até 2030, permanece um objetivo distante”.

“A economia global continua crescendo, mas as desigualdades sociais e econômicas ainda estão presentes entre os países e dentro deles. De fato, a distância entre ricos e pobres continua aumentado e a desigualdade de renda permanece um desafio socioeconômico do nosso tempo. Portanto, responder às perguntas: por que a pobreza persiste e por que o crescimento não é inclusivo, permanece importante a fim de realizar os progressos significativos rumo aos objetivos que nos propusemos”, sublinhou.

Aumento da injustiça, desigualdade social e marginalização

A pobreza e a desigualdade são muitas vezes reduzidas a uma questão de desenvolvimento econômico. Uma abordagem puramente econômica fornece somente uma solução parcial a um problema multidimensional.

Tais respostas inadequadas encorajam o crescimento da injustiça, da desigualdade social e da marginalização, sobretudo para os vulneráveis, que são sempre os primeiros a serem deixados para trás. “Recentemente, vimos como as pessoas reagem quando são deixadas para trás, se sentem ignoradas, se sentem vítimas de um sistema injusto, desenvolvem uma raiva reprimida que geralmente está por trás das desordens sociais e protestos, questionando e rejeitando o sistema político e econômico em que se encontram”.

Esta não é uma novidade, mas como o mundo se torna cada vez mais interligado, as desigualdades que vivemos se tornam ainda mais evidentes que no passado, porque confrontamos mais facilmente as nossas vidas com as dos outros, independentemente da distância física entre nós.

Concentrar-se na família, jovens, portadores de deficiências e idosos

A este propósito, Dom Auza afirmou que é necessário concentrar-se em três elementos fundamentais: a família, os jovens, as pessoas portadoras de deficiências e os idosos, “que merecem mais atenção e consideração, porque o futuro depende deles”.

“A família é o fundamento da sociedade e por esse motivo, os governos devem intensificar os seus esforços de apoio às famílias. Em segundo lugar, os jovens. O investimento que fazemos em cada jovem não é somente para o bem individual dessa pessoa, mas para a sociedade como um todo. Para que os jovens possam realizar plenamente o seu potencial, os governos devem investir na primeira infância e na educação superior. Satisfazer as exigências dos jovens não é somente uma questão de fornecer trabalho, mas também oportunidades de assumir papeis de liderança e responsabilidade. Somente assim, os jovens se tornarão protagonistas da própria vida e da sociedade”.

Em terceiro lugar, é preciso ajudar “as pessoas portadoras de deficiência e os idosos” muitas vezes “ignorados e deixados para trás”.


*Fonte: Site do Vatican News

Pescadores artesanais terão momento de escuta para o Sínodo da Amazônia

Pescadores-1De 16 a 18 de outubro, pescadores e pescadoras artesanais do Pará, do Maranhão, do Amapá e do Amazonas estarão reunidos em Belém (PA) para o Seminário de Escuta promovido no contexto da preparação para o Sínodo para a Amazônia, marcado para o próximo ano. O evento acontece na sede do Regional Norte 2 da CNBB, em Belém.

A ideia surgiu no 3º Encontro dos Bispos da Amazônia Legal, realizado em Manaus, no mês de agosto. “Como a gente está na preparação para o Sínodo para a Amazônia, nós achamos por bem e levantamos essa ideia de se ouvir também os pescadores e pescadoras artesanais também da Amazônia Legal”, explica o bispo de Brejo (MA) e referencial do Conselho Pastoral dos Pescadores, Dom José Valdeci Santos Mendes.

O bispo destaca a importância de serem ouvidos “o clamor e o grito dos pescadores e pescadoras” que vão vendo morte dos rios e enfrentando desafios como a questão do agronegócio e a construção de parques eólicos e usinas hidrelétricas. Tudo isso atinge em cheio também nossos pescadores e pescadoras”, observa.

Na Amazônia, a Pastoral dos Pescadores registra 12 ocorrências de conflitos socioambientais relacionados à pesca artesanal. São cinco regiões com registros de conflitos no Maranhão, sendo cerca de 22 mil famílias atingidas. No Pará, em sete localidades, são 3286 famílias atingidas.

A experiência para contribuir

Durante este encontro de Belém, pescadores e pescadoras artesanais poderão participar da escuta dos povos e responder ao questionário em preparação para o Sínodo para a Amazônia convocado pelo Papa Francisco para outubro de 2019. “Em um Sínodo tão importante para toda a Igreja na Amazônia, achamos por bem que os pescadores e pescadoras possam ser ouvidos. E eles têm muito a contribuir conosco a partir da experiência, a partir da vivência, a partir dessa ligação com a própria natureza”, salienta Dom Valdeci.

A assessoria do seminário ficará por conta do Padre Dário Giuliano Bossi, assessor da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM Brasil.

*Fonte: Site da CNBB
**Com informações da Repam Brasil

Vídeo do Papa: em outubro rezar o Terço

Papa-1Foi publicado, na última terça-feira (9), no Vaticano, um Vídeo do Papa com a intenção de oração para o mês de outubro, para rezar o Terço pela Igreja. Trata-se de uma “Corrente de Oração” à Maria e a São Miguel Arcanjo para proteger a Igreja contra o demônio, que tenta dividir a comunidade cristã. Eis o que diz o Papa:

“O diabo apresenta-se com grande poder, oferecendo-nos presentes, mas não sabemos o que tem dentro. Renovo o convite a todos para rezar o Terço, todos os dias, no mês de outubro, concluindo com a antífona ‘sob a sua proteção’, e a oração a São Miguel Arcanjo, contra os ataques do maligno, que quer dividir a Igreja”.

Eis o forte convite que Francisco faz em seu vídeo, difundido pela Rede Mundial de Oração do Papa. Essas palavras foram pronunciadas após a oração dominical do Angelus, no último dia 7, ao recordar a festa de Nossa Senhora do Rosário e a tradicional Súplica no Santuário de Pompeia, presidida, naquele dia, pelo Cardeal Mário Zenari, Núncio apostólico na Síria.

Essa intenção do Papa é dirigida aos fiéis de todos os continentes, para que, mediante uma “corrente de oração”, peçam a proteção de Maria sobre a Igreja, nestes tempos difíceis. Este pedido do Papa havia sido publicado, pela Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 29 de setembro, quando Francisco confiou esta sua intenção ao Padre jesuíta, Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, para que fosse difundida neste mês de outubro.

Veja, abaixo, as orações e o vídeo:

Oração ao Arcanjo São Miguel

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente vos pedimos. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a Satanás e todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.”

Oração “À vossa proteção”

“À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”



*Fonte: Site do Vatican News

Jovens do Brasil compartilham experiências efetivas no Sínodo 2018

Crédito Pe-Anselmo-NascimentoAo iniciar a terceira e conclusiva fase do Sínodo dos Bispos no Vaticano, direcionada à ação, também começam a ser alinhavadas as orientações concretas em vista de um trabalho mais efetivo em relação à juventude. Uma etapa que não é considerada fácil para os padres Sinodais devido às diferentes realidades dos jovens no mundo e às diversas maneiras de se trabalhar com eles.

Dom Eduardo Pinheiro, bispo de Jaboticabal (SP) e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, que participa da Assembleia que começou no início de outubro, aborda a experiência brasileira nesta etapa do Sínodo.

“No Brasil, enquanto trabalho com juventude, a gente traz esse empenho e esforço para que a juventude não seja uma opção somente afetiva, mas efetiva. São referenciais, documentos, experiências missionárias, falando da vocação e da evangelização da juventude; uma das grandes contribuições é de um jovem concretizado na sua realidade, na sua dor e no sofrimento que uma grande parte passa, no mundo todo, que não é só brasileira. Dificuldades da fome, do desemprego e, atualmente, a grande pressão social e cultural. E a Igreja do Brasil tem dado tentativa de respostas efetivas à juventude para repercutir nas dioceses, lá na base”.

“A Igreja já fez a opção pela juventude”

Dom Eduardo finaliza afirmando que, apesar do esforço da Igreja em falar aos tempos atuais através dos jovens, ela não sabe dar todas as respostas. A Igreja, porém, acrescenta o bispo brasileiro, “já fez a opção pela juventude no seu coração e na maneira de perceber como é fundamental abraçar essa causa para que o Evangelho seja entendido na realidade atual e para o próprio dinamismo da Igreja que precisa se atualizar”.


*Texto e foto: Vatican News
**Fonte: Site da CNBB

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