Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
A voz do Papa é única no mundo para quebrar as solidões criadas pela pandemia
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- Segunda, 30 Março 2020 16:26
As palavras do Papa Francisco pronunciadas na última sexta-feira (27) foram repercutidas em todas as partes do mundo e, sobretudo, ficaram impressas nos corações de milhões de pessoas. A imagem da tempestade a ser enfrentada, com todos remando juntos, indicada pelo Pontífice na homilia acompanhada pela chuva, exorta à humanidade a abrir, autenticamente, as estradas da corresponsabilidade e da solidariedade.
O Papa se dirigiu não só a católicos e crentes, mas a todo homem. E, sobretudo, implorou ao Pai para que não nos deixe à mercê da tempestade. A sua voz quebrou o silêncio ensurdecedor das cidades desertas. Nas suas palavras, sublinha Agostino Giovagnoli em entrevista ao Vatican News, toda a humanidade pode se reconhecer. O filósofo se ocupa de relações internacionais e é professor de História Contemporânea na Universidade Católica do Sagrado Coração, com sede em Milão.
Professor – “Eu acredito que, para o mundo, a oração de Papa Francisco tenha representado, antes de tudo, a escuta de palavras que descrevem uma situação, neste momento, realmente universal, em que encontra toda a humanidade. Então, a voz do Papa quebra, num certo sentido, o silêncio das nossas cidades, da Praça São Pedro na sexta-feira, para expressar uma coisa que é compartilhada realmente por tantos. Isso é muito raro, talvez único na situação atual; não há nenhuma outra voz no mundo que consiga expressar isso neste momento. E o Papa Francisco o fez partindo da descrição profunda das trevas, da escuridão espessa, do silêncio ensurdecedor, do vazio desolador. São palavras em que toda a humanidade pode se reconhecer e isso, certamente, é importante porque aproxima uns dos outros, quebra as solidões criadas por essa epidemia terrível.”
Junto à voz do Papa, na Praça São Pedro vazia, milhões de pessoas se uniram espiritualmente, através dos meios de comunicação, aos vários momentos desse dia histórico. É um pouco o contrário daquilo que Francisco denunciou várias vezes quando falou de globalização da indiferença. Talvez este é um mundo mais atento ao grito de dor também da Terra…
Professor – “É um mundo que, após essa terrível experiência, certamente está mudando e, talvez, para melhor. Ao menos parece isso. Papa Francisco encontrou palavras muito simples, mas muito diretas para expressar a novidade dessa situação. Estamos todos no mesmo barco. Usou essa imagem evangélica para expressar um conceito que é evidente a todos. E é um barco em que todos constatamos os nossos limites. Então, a estrada de uma globalização da solidariedade é uma estrada obrigatória. Papa Francisco expressou de modo muito plausível essa exigência.”
A última sexta-feira foi cadenciada também por imagens muito poderosas e eloquentes. Um dos ícones do momento de oração conduzido pelo Papa foi o crucifixo de madeira banhado pela chuva, quase “lágrimas” provenientes do céu…
Professor – “Sim. Esse crucifixo afetou todos, e não a caso. A fé cristã apresenta o sinal de um homem crucificado e, então, não é uma promessa de prosperidade. Além disso, em momentos como esse se compreende a verdade desse sinal. É o sinal de um Deus que assume todos os sofrimentos do homem. E é o Deus da misericórdia. E essas lágrimas da chuva tornaram visível, de qualquer modo, alguma coisa que todos compreenderam.”
O tempo da pandemia está mudando profundamente o mundo. Neste momento, pode também regenerar o patrimônio da fé…
Professor – “Eu acredito que sim, justamente porque nega as várias ideias de salvação ou de segurança que, geralmente, parecem tornar a nossa vida tão sólida. O Papa também disse explicitamente isso na sexta-feira. Esvaziando a vida dos ídolos, torna-se mais evidente àquilo a que a nossa fé se dirige. Eu acredito que haverá uma regeneração na direção da responsabilidade. Papa Francisco citou tantos que, neste momento, se ocupam dos outros.”
A situação dramática que o mundo está vivendo já foi vivida em outros momentos da história, como em ocasiões de períodos difíceis da peste. O que nos ensina, nesse sentido, a história, em especial, a história do cristianismo?
Professor – “Nos ensina que a fé é poderosa, sobretudo, nas obras. Diante da peste, tradicionalmente, os únicos que cuidavam dos outros – colocando em risco a própria vida – eram os cristãos, os religiosos. A mesma palavra “Lazzaretto” foi cunhada para definir o lugar onde as vítimas da peste eram acolhidas. Ninguém queria estar com elas, com exceção dos frades capuchinhos. A história do cristianismo é uma história de solidariedade, de serviço aos outros e, sobretudo, aos mais pobres e aos doentes. E isso não acontece de menos hoje. A ciência não é tudo. É preciso de solidariedade, e os cristãos, neste momento, demonstram ela ao se dirigir àqueles que estão morando na rua, aos idosos nos institutos… E, assim, sobretudo, o cristianismo nos ensina que não só de pão vive o homem. Isto é, inclusive e principalmente nestes momentos dramáticos, as palavras não são inúteis, mas são importantes. Não são supérfluas, tanto é verdade que as palavras do Papa Francisco são muitos escutadas.”
Fonte: Site Vatican News
CNBB propõe que Domingo de Ramos seja celebrado de modo especial em tempos de coronavírus
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- Segunda, 30 Março 2020 15:37
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a todos a viverem de forma muito especial o Domingo de Ramos durante a quarentena do coronavírus. Cada um e cada família, em suas casas, são chamados a celebrar o próximo domingo com fé e esperança. Por isso, a CNBB propõe cinco pontos para ajudar os fiéis na celebração do Domingo de Ramos.
Vamos celebrar o Domingo de Ramos?
- Rezar pedindo a graça de bem viver a Semana Santa, ainda que em recolhimento em casa.
- Colocar no portão ou na porta de casa (em lugar bem visível) alguns ramos. Marcar a casa é uma característica do povo de Deus.
- Participar das celebrações transmitidas pela televisão ou pelas redes sociais.
- Comprometer-se a, no futuro, participar ativamente da Coleta da Campanha da Fraternidade. Com ela, ajudamos os mais pobres.
- Motivar pelas redes sociais, telefonemas ou outros meios que mantenham o distanciamento social, outras pessoas a também celebrarem o domingo de Ramos desse mesmo modo.
Fonte: Site da CNBB
Divulgadas as celebrações da Semana Santa no Vaticano
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- Sexta, 27 Março 2020 16:14
O Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, Monsenhor Guido Marini, divulgou nesta sexta-feira (27) o calendário da celebrações presididas pelo Santo Padre na Semana Santa, com as devidas modificações devido à pandemia do Covid-19 que assola a humanidade. O Vatican News transmitirá todas as celebrações, com comentários em português.
Confira o comunicado:
Com o surgimento da situação extraordinária e devido à propagação da pandemia do COVID-19, e levando em consideração as disposições da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos com um Decreto do último dia 25 de março, tornou-se necessária uma atualização em relação às próximas celebrações litúrgicas presididas pelo Papa Francisco: quer na ordem do calendário, como em termos de participação dos fiéis.
Informa-se, portanto, que o Santo Padre celebrará os Ritos da Semana Santa do Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro, de acordo com o seguinte calendário, e sem a participação popular (os horários correspondem à hora na Itália):
5 de abril de 2020, 11h (7h, no horário de Brasília)
Domingo de Ramos e a Paixão do Senhor
Comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém e Santa Missa
9 de abril de 2020, 18h (14h, no horário de Brasília)
Quinta-feira Santa
Santa Missa na Ceia do Senhor
10 de abril de 2020
Sexta-feira Santa
18h (14h, no horário de Brasília) – Celebração da Paixão do Senhor
21h (17h, no horário de Brasília) – Via Sacra (no sagrado da Basílica de São Pedro)
11 de abril de 2020, 21h (17h, no horário de Brasília)
Domingo de Páscoa – Ressurreição do Senhor
Vigília Pascal na noite santa
12 de abril de 2020, 11h (7h, no horário de Brasília)
Domingo de Páscoa – Ressurreição do Senhor
Santa Missa do dia
*No final da Santa Missa, o Santo Padre concederá a bênção “Urbi et Orbi”.
Cidade do Vaticano, 27 de março de 2020
Mons. Guido Marini
Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias
*Fonte: Site do Vatican News
Papa doa 30 respiradores aos hospitais nas áreas afetadas pelo Covid-19
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- Sexta, 27 Março 2020 13:52
A Sala de Imprensa da Santa Sé informou, em nota, que na tarde de quinta-feira, 26 de março, o Papa Francisco confiou 30 respiradores, comprados nos dias passados, aos cuidados da Esmolaria Apostólica, para que possam ser doados a alguns hospitais nas áreas mais afetadas pela pandemia de Covid-19. As estruturas serão identificadas nos próximos dias.
No dia 12 de março, o Papa Francisco já havia oferecido uma contribuição inicial de 100 mil euros à Cáritas italiana. A contribuição, estabelecida como uma primeira ajuda significativa nesta fase de emergência, aconteceu através do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Integral.
*Fonte: Site do Vatican News
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