Papa propõe contemplar presépio para viver verdadeiro Natal

presepio-vaticano-600x450O Papa Francisco convidou, no Angelus do último domingo, à preparação do “verdadeiro Natal” com a ajuda do presépio, apresentando em particular as figuras de São José e da Virgem Maria.

“Procuremos entrar no verdadeiro Natal, o de Jesus que está próximo, é Deus conosco, próximo de nós, para receber a graça desta festa, que é uma graça de amor, de humildade e de ternura”, disse, antes da recitação da oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

“Nisto ajuda-nos muito o presépio”, realçou, perante milhares de peregrinos e visitantes.

Francisco recordou que no próximo domingo já será Natal, pedindo que nesta semana todos procurem “encontrar um momento para parar, fazer um pouco de silêncio”.

“Imaginemos Nossa Senhora e São José, que estão a caminho de Belém, imaginemos como vão: o caminho, o cansaço, mas também a alegria, a emoção, depois a ânsia de encontrar um lugar, a preocupação, e por aí fora”, referiu.

Na catequese dominical, o Papa apresentou Maria como modelo de quem permitiu a Deus “mudar o destino da humanidade” ao “acolher Jesus”.

“Também nós podemos cooperar no seu desígnio de salvação para nós mesmos e o mundo”, prosseguiu.

Maria e José, que “deixaram que Deus se aproximasse deles”, foram definidos por Francisco como “os primeiros que acolheram Jesus através da fé”, uma dimensão fundamental para entender “o mistério do Natal”.

“Maria ajuda-nos a colocar-nos em atitude de disponibilidade para acolher o Filho de Deus na nossa vida concreta, na nossa carne; José leva-nos a procurar cada vez mais a vontade de Deus e a segui-la com plena confiança”, precisou.

No final do encontro de oração, o Papa agradeceu às pessoas e instituições que no sábado lhe deram os parabéns, pelo seu 80.º aniversário natalício.

Fonte: Canção Nova

Arquidiocese de Palmas manifesta preocupação com roubos e casos de intolerância religiosa

Arquidiocese-PALMASDiante de casos de roubos, furtos, vandalismo em Igrejas, casas paroquiais e centros pastorais, além de profanações de sacrários e destruições de imagens de outros símbolos religiosos, a arquidiocese de Palmas (TO) emitiu uma nota lamentando a violência e a intolerância religiosa presentes em tais fatos. O texto, assinado pelo arcebispo metropolitano, dom Pedro Brito Guimarães, apresenta o repúdio veemente a “todo tipo de proselitismo, de fundamentalismo, de vandalismo, de intolerância e de revanchismo”. Dom Pedro ressalta a posição da Igreja em favor do diálogo, do respeito, da tolerância e da interajuda entre as Igrejas e conclama a todos os fiéis “a dobrarem seus joelhos e a levantarem suas mãos, em súplicas e orações, pela conversão dos pecadores”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA SOBRE ROUBOS, FURTOS, VADALISMOS E INTOLERÂNCIAS RELIGIOSAS

A Arquidiocese de Palmas, no pleno exercício de sua missão, com dor na alma, lágrimas nos olhos e aperto no coração, sente-se no dever de comunicar aos fieis, às pessoas de boa vontade, aos Meios de Comunicação e às Autoridades competentes, os constantes roubos e furtos de Igrejas, Casas Paroquiais e Centros Pastorais, bem como as profanações de sacrários e as destruições de Imagens e de outros símbolos religiosos, como o que ocorreu nas imediações do Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Palmas. E, ao mesmo tempo, comunicar os roubos de carros e outros danos ao patrimônio de pessoas, nos estacionamentos e entornos das nossas Igrejas. Somente neste ano de 2016 foram registrados 63 casos, em 32 das 36 paróquias da nossa Arquidiocese.

Intolerância religiosa é crime de ódio, inafiançável e imprescritível, que fere a liberdade e a dignidade humana. A base da religião é amor; da convivência fraterna é o respeito; e das relações sociais é a legalidade. Por que todo este ódio? A quem interessa estas atitudes? E elas estão a serviço de que e de quem? Somos uma Igreja fundada e que vive dentro da legalidade. A liberdade de expressão e de culto é assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal do Brasil. Além do mais, no Artigo 7º, do Acordo Brasil - Santa Sé, é dito textualmente: “A república Federativa do Brasil assegura, nos termos do seu ordenamento jurídico, as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto da Igreja Católica e de suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo”.

Somos a Igreja da paz. É de lamentar que tenhamos que assistir a ato tão selvagem e sorrateiro, na calada da noite, a cinco dias do Natal de Nosso Senhor Jesus, o Príncipe da Paz. Ele, de fato, é a nossa Paz. Por meio de seu sangue, os que antes estavam distantes, foram aproximados. De povos diversos, fez um só, derrubando assim o muro de separação. E em seu próprio corpo desfez toda a inimizade (Ef 2,13-14).

Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos e filhas do mesmo Deus e Pai. Repudiamos, com veemência, todo tipo de proselitismo, de fundamentalismo, de vandalismo, de intolerância e de revanchismo. Somos, de fato, a favor do diálogo, do respeito, da tolerância e da interajuda entre as Igrejas. Somos, enfim, contrários ao ódio, à vingança e à guerra de religião. Tais atitudes em nada contribuem para o aprimoramento das relações intereclesiais e nem para a construção do Reino de Deus aqui na terra.

Portanto, conclamamos a todos os fieis da Arquidiocese de Palmas a dobrarem seus joelhos e a levantarem suas mãos, em súplicas e orações, pela conversão dos pecadores. Que de presente, neste Natal, Jesus nos dê a sua Paz, sobretudo, aos corações amargurados. E que o Senhor tenha misericórdia de nós. Em nome do Menino Jesus, o Filho de Maria, reclinado no presépio, a minha bênção apostólica a todos!

Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo Metropolitano de Palmas

Fonte: CNBB

 

Papa Francisco confirma Ano Mariano e concede indulgência plenária aos fiéis

papansraaparecidaOs fiéis brasileiros poderão alcançar indulgência plenária durante o Ano Nacional Mariano. A Penitenciária Apostólica anunciou o pedido do Papa Francisco para o reconhecimento do ano jubilar em curso no Brasil e a concessão da indulgência para aqueles que “verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade” visitarem na forma de peregrinação a basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada à padroeira do país.

Convocado pela Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ano Nacional Mariano foi estabelecido como um tempo para celebrar, fazer memória e agradecer pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba do Sul. A iniciativa de proclamação, aprovada pela 54ª Assembleia Geral da CNBB, teve início no dia 12 de outubro de 2016 e segue até o dia 11 de outubro de 2017.

Indulgência
Para alcançar a indulgência plenária, serão necessárias as condições habituais: a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração na intenção do Santo Padre, o papa. O documento enviado pelo Supremo Tribunal da Cúria Romana ressalta que a remissão será concedida “aos fiéis verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, se em forma de peregrinação visitarem a basílica de Aparecida ou qualquer Igreja paroquial do Brasil, dedicada a Nossa Senhora Aparecida”.

No local, deverão “devotamente participar das celebrações jubilares ou de promoções espirituais ou ao menos, por um conveniente espaço de tempo, elevarem humildes preces a Deus por Maria”. A conclusão deste momento deve acontecer com a Oração Dominical, pelo Símbolo da Fé e pelas invocações da Beata Maria Virgem, em favor da fidelidade do Brasil à vocação cristã, impetrando vocações sacerdotais e religiosas e em favor da defesa da família humana”.

"A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. O fiel bem-disposto obtém esta remissão, em determinadas condições, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui a aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos" (Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentarium doctrina, Normae I: AAS 59 (1967) 21).

Idosos e enfermos
O documento enviado pelo organismo do Vaticano também estabelece uma condição especial para a obtenção das indulgências pelos devotos fiéis impedidos de fazer sua peregrinação por conta da velhice ou por grave doença. Igualmente poderão alcançar se “assumida a rejeição de todo pecado, e com a intenção de cumprir onde em primeiro lugar for possível as três condições, espiritualmente se dedicarem diante de alguma pequena imagem da Virgem Aparecida, a funções ou peregrinações jubilares, ofertando suas preces e dores ao Deus misericordioso por Maria”.

Orientações aos padres
De acordo com a orientação da Penitenciária Apostólica, os sacerdotes aos quais está confiado o cuidado pastoral da basílica de Aparecida e os párocos das paróquias que possuem o título de Nossa Senhora Aparecida deverão “com animo pronto e generoso” se oferecer para a celebração da Penitência e muitas vezes administrar “a Sagrada Comunhão aos enfermos”.

O pedido de concessão da indulgência durante o Ano Nacional Mariano foi feito pelo arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis. Na solicitação, o cardeal explicou que durante o tempo jubilar na Igreja no Brasil serão realizadas “várias celebrações sagradas e peregrinações em honra da celeste Padroeira do Brasil não só na Basílica Nacional Santuário de Aparecida, mas também em todas as igrejas paroquiais dedicadas em honra d’Ela” para que cresça nos fiéis “piedoso afeto para com a ‘Virgem Aparecida’ e assim se tornem mais fortes nos veneradores d’Ela a fé, a esperança e a caridade, e eles próprios, refeitos pelos sacramentos, sejam mais e mais estimulados a conformarem a vida ao Evangelho”.

Texto: CNBB
Foto: G1

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