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São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil

São-Pedro-de-AlcântaraSão Pedro de Alcântara, cuja festa se celebrava antigamente no dia 12 de outubro, foi um importante e santo Frade Franciscano que fez a reforma da Ordem no século XVI, nascendo a Ordem dos Frades M. Capuchinhos. Era espanhol, mas muito venerado em Portugal, inclusive por ser espanhola a Rainha, Dona Carlota Joaquina, esposa de Dom João VI, pais de Dom Pedro, que libertou o Brasil do jugo português em 7 de setembro de 1822, se tornando seu primeiro Imperador com o nome de Dom Pedro I.

Eis a razão pela qual São Pedro de Alcântara foi proclamado Padroeiro Secundário do Brasil. Dom Pedro I nasceu no dia 12 de outubro de 1798 e tinha entre seus numerosos sobrenomes também o de Alcântara.

A Padroeira Principal do Brasil foi sempre Nossa Senhora da Conceição. Depois da proclamação da República, sua pequena imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, em 1717, foi solenemente coroada e, em 1931, proclamada Rainha e Padroeira do Brasil, com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida ou, simplesmente, Nossa Senhora Aparecida. Sua festa, depois de várias experiências em outros dias, foi determinada para o dia 12 de outubro, pelas razões históricas acima mencionadas.

Por outro lado, a festa de São Pedro de Alcântara foi, posteriormente, transferida para o dia 19 de outubro. O santo Frade faleceu no dia 18 de outubro, porém, sendo festa do Evangelista São Lucas, a celebração foi deslocada para o dia seguinte.

Após a proclamação da República, por razões políticas que desejavam minimizar tudo o que recordasse a Monarquia, o título de Padroeiro Secundário dado a São Pedro de Alcântara ficou meio esquecido, porém nunca foi oficialmente eliminado, sendo sempre festejado liturgicamente pela Igreja.

São Pedro de Alcântara, rogai pelo Brasil e por cada um dos brasileiros!


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Nota do Arcebispo Metropolitano sobre evento supostamente ligado a arquidiocese

Nota-do-arcebispoAviso que está havendo uma divulgação de um encontro de “Fé e Política”, a ser realizado amanhã, dia 26, no Sindicato dos bancários.

Quero avisar que esta promoção não é da Arquidiocese, que tem sua Comissão Arquidiocesana de Fé e Política que não é a promotora de tal evento. A propaganda feita de forma enganosa, sem nenhum conhecimento do Arcebispo, é um ato antieclesial.

Peço a tais grupos paralelos que não perturbem nosso ideal de ter uma Igreja que pretende caminhar em espírito sinodal, em sintonia com o Papa Francisco, e com a CNBB. O paralelismo eclesial e a forma enganosa de divulgar eventos não tratados com a Igreja Local, sob a autoridade legítima de seu Pastor, não contribui com a paz, nem com a justiça e nem com a comunhão da Igreja Particular.


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Peregrinando nos caminhos do Senhor

Foto-do-grupo-na-Entrada-do-Santo-Sepulcro-Jerusalém-e-Basílica-750x430Entre os dias 13 e 27 de setembro, a Arquidiocese de Juiz de Fora esteve em peregrinação à Terra Santa e a alguns santuários italianos. Contando com 55 pessoas, sendo nove de outras (arqui)dioceses, a nossa Igreja Particular promoveu e realizou verdadeiro Exercício Espiritual, nos lugares santos por onde Jesus andou, pregou, morreu, deu a sua vida por nós e ressuscitou.

Na condição de Diretor Espiritual, conduzi as orações, meditações, reflexões bíblicas, e pude ainda dar algumas informações históricas para o grupo, ajudado por quatro sacerdotes: os padres Johnson Ferreira Mury; Sebastião Alves (Arautos do Evangelho); Dione César de Oliveira Goulart, Pároco de São José, de Bicas (MG); e João Luiz Moreira, que é meu irmão de sangue, Pároco de São Bento de Itapecerica (MG).

Fomos direto a Nazaré, onde encontramos a casa descoberta pelas escavações arqueológicas, na qual Maria recebeu o anúncio do Anjo Gabriel. Causa emoção ler na artística pedra de mármore sob o altar: “Hic Verbum caro factum est” (Aqui o Verbo se encarnou). Neste lugar sagrado, nos inclinamos para venerar o momento que mudou toda a história da humanidade: a intervenção direta de Deus para a nossa salvação.

Ali, celebramos solenemente a Oração do Angelus, ao qual eu pude presidir a convite de Frei Bruno Varriano, grande sacerdote Franciscano ítalo-brasileiro que reside, há anos, em Nazaré como Guardião de várias cidades da Galileia. Ele se tornou nosso verdadeiro anjo tutelar na Terra Santa.

Tivemos ainda a oportunidade de celebrar a missa e visitar a casa de São José, onde os arqueólogos encontraram sinais de carpintaria. Depois, visitamos Cafarnaum e as cidades que estão ao redor do Lago de Tiberíades, local em que Jesus viveu durante praticamente três anos.

Vários relatos bíblicos foram lidos ao redor do lago de Genesaré. Para mim, pessoalmente, é um local significativo, porquanto abriga o espaço em que Pedro fez seu último colóquio com Jesus, sobre seu amor para com Ele.

Cristo pergunta, por três vezes, a Pedro: ‘Tu me amas?’; e ele responde: ‘Tu sabes tudo, sabes que eu Te amo’, e Jesus manda-o apascentar as Suas ovelhas. Foi deste diálogo que eu quis tirar o lema do meu episcopado: “Sabes que Te amo”. No mesmo local onde São Pedro fez a profissão de fé que compartilho, eu quis rezar em ação de graças pelos meus 20 anos de bispo, que completo no dia 16 de outubro, antecipadamente.

Nessa romaria arquidiocesana, nós rezamos por muitas outras intenções: pela nossa Arquidiocese, que está preparando o seu II Sínodo; pelo Sínodo da Amazônia, que o Papa vai presidir em outubro, em Roma; rezamos por todas as pessoas que fazem aniversário no meses de setembro e outubro; pelas (arqui)dioceses ali presentes; pela Igreja.

Visitamos muitos outros lugares, mas um lugar significativo foi Jerusalém, onde terminamos a nossa visita. No Santo Sepulcro, túmulo da Ressurreição, tivemos a oportunidade de entrar solenemente e celebrar a missa em latim, com pede o ritual do local. Não há nada lá, a não ser um altar. O corpo de Cristo não está ali; ressuscitou, está no céu. Mas Ele está agora misticamente em cada missa que ali se celebra. Foi um momento emocionante, muito agradável, que nos encheu o coração de amor e fé a Deus, nosso Senhor.

Também visitamos o Cenáculo, a casa da dormição de Maria, o local em que Jesus ensinou o Pai Nosso, o Monte Ain Karin – onde Maria encontrou-se com Santa Isabel -, e muitos outros lugares. Ainda em Jerusalém, terminamos nossa visita com uma Via-Sacra feita no caminho em que Cristo teria passado há dois mil anos, carregando a Sua cruz. E celebramos vitoriosos a Sua ressurreição, porque Ele não permaneceu na cruz, mas ressuscitou e está vivo para sempre.

Da Terra Santa, fomos para a Itália visitar alguns santuários, recordando a expansão do Cristianismo sobretudo através de Pedro e de Paulo, que foram para Roma e, daí, propagaram a fé para muitos outros lugares. Primeiramente, fomos ao Santuário de São Francisco de Assis e Santa Clara, na cidade de Assis. Visitamos a Porciúncula, palavra que significa “pequena porção de terra”, onde há uma igrejinha que São Francisco reconstruiu a pedido de Nosso Senhor, e onde ele esteve com seus primeiros frades. Fomos ainda à Cássia visitar o Santuário de Santa Rita, e a Lanciano, onde se guarda a relíquia do Milagre Eucarístico. Depois, percorremos vários lugares de Roma, sobretudo as suas quatro basílicas: São Pedro, São Paulo Fora dos Muros, Santa Maria Maior e São João de Latrão, na qual celebramos a última missa da viagem.

A peregrinação arquidiocesana de Juiz de Fora à Terra Santa e a alguns santuários italianos representou muito para o nosso grupo. A avaliação foi positiva e o que nós queremos é que nosso Senhor, pela força de Seu sangue derramado, a Sua morte e ressurreição, abençoe a Igreja Particular de Juiz de Fora, para que sejamos cada vez mais capazes de entender a Sua Palavra e entusiastas na sua divulgação.

Que a nossa Arquidiocese seja abençoada sempre! Que brilhe sobre nós a luz da ressurreição, vencendo as trevas do erro e do pecado, dos obstáculos e das dificuldades que se possam colocar neste mundo de hoje contra a palavra de Cristo. Voltamos muito mais fortes, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém!


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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