Para o Cardeal Scherer, a Assembleia Eclesial poderá ser um novo despertar da vida da Igreja na América Latina e no Caribe

Assembleia-eclesialApós a fase de escuta, acontecerá 1ª Assembleia Eclesial da América Latina, de 21 a 28 de novembro de 2021, inspirada pelo lema “Somos todos discípulos missionários em saída”. Cerca de 100 pessoas, entre coordenação e convidados, participarão presencialmente no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, e outros 1.000 de forma remota em outros lugares da América Latina e do Caribe.

Novo despertar para a Igreja

“A Assembleia Eclesial pode representar um novo despertar para a Igreja na América Latina e Caribe”. Esta é a expectativa que o representante da CNBB junto ao Celam, cardeal Odilo Pedro Scherer credita ao processo que a primeira assembleia já vem desenvolvendo desde o processo de escuta.

O Arcebispo de São Paulo, como membro da direção do Celam, está participando desde o planejamento, preparação e encaminhamentos prévios. “A preparação tem sido justamente acompanhar toda essa organização, a coordenação e os encaminhamentos para que tudo possa correr bem”, disse.

Segundo o Cardeal, o grupo de 100 pessoas que participará no México é composto pela coordenação e convidados. O arcebispo chama a atenção, contudo, para a participação que envolverá todo o continente e mais de 1000 convocados remotamente de suas casas, cidades e países. “E dali participarão do programa e dos links que receberam no ato de sua convocação para acessarem as etapas e momentos da Assembleia ao longo da semana”, explicou.

De acordo com Dom Odilo, a primeira Assembleia Eclesial responde a um chamado do Papa Francisco. O Santo Padre pediu ao Celam que fizesse um evento eclesial, envolvendo toda a América Latina e o Caribe, não apenas de bispos mas com os diversos membros da Igreja, para voltar-se à V Conferência de Aparecida, realizada em 2007, e responder às perguntas: que frutos a Conferência de Aparecida produziu nestes 14 anos? E quais são as questões que ainda não foram trabalhadas no continente após Aparecida e que precisariam ser retomadas?

Um outro desafio colocado pelo Papa, segundo o cardeal, é para que a Assembleia Eclesial levante as novas questões surgidas depois da Conferência de Aparecida. Dom Odilo informa que na programação estão previstas pequenas falas, alocuções, reflexões e vários tipos de análises do processo de escuta realizado e que estão sintetizados no Documento para o Discernimento Comunitário, testemunhos que serão apresentados de várias partes da América Latina e Caribe e também momentos celebrativos e de oração.

“Essa Assembleia será um momento eclesial bonito dentro da perspectiva da sinodalidade que o Papa Francisco está pedindo para a Igreja assimilar”, aponta.

O arcebispo destaca ainda que trata-se de um evento eclesial preparado carinhosamente, com muita fé e que será animado e conduzido pelo Espírito Santo para produzir bons frutos. “Esses eventos eclesiais produzem sempre frutos importantes mas a gente não os percebe logo, vamos percebê-los um pouco mais adiante com o passar dos anos”, reflete.

O cardeal acredita que esta primeira Assembleia Eclesial vá produzir uma renovação da evangelização e um novo despertar da vida da Igreja na América Latina e no Caribe dentro de uma perspectiva sinodal. Ele destaca que o Assembleia começou antes que o Papa Francisco convocasse o Sínodo de 2023 e que a preparação desta já vem se dando a partir de uma experiência sinodal que agora soma-se à caminhada rumo ao Sínodo convocado pelo Santo Padre.

“O Espírito Santo suscita iniciativas e como o Papa gosta de pedir suscita processos. Nós não fazemos apenas um evento isolado mas um processo que continua e suscita outros eventos, que suscita um caminhar da Igreja. Isto é fazer Sínodo, um caminhar juntos no sentido da vida e da fé da Igreja”, disse.

Participantes do Brasil

O Brasil participará com uma delegação de 314 convidados, com as vagas distribuídas conforme as vinculações eclesiais, sendo 64 bispos distribuídos proporcionalmente ao número de dioceses dos 19 regionais da CNBB, 63 vagas para padres e diáconos, 63 vagas para religiosos e institutos seculares distribuídas segundo os diferentes carismas, 94 indicações para leigos cujas vagas foram distribuídas pela Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) observando as referências nos organismos ligados ao laicato como Conselho Nacional dos Leigos do Brasil (CNLB), CEBs, e também nas Pastorais, como a Familiar e a Juvenil.

Estão incluídas ainda 31 vagas que foram contempladas por pessoas que integram grupos excluídos, entre os quais participarão cinco indígenas brasileiros. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, não entra na lista dos 314 convidados, uma vez que está como “membro nato” da assembleia, por conta da função na Conferência Episcopal. Presencialmente, no México, participarão o arcebispo de São Paulo e delegado da CNBB junto ao Celam, o cardeal Odilo Pedro Scherer e a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, irmã Maria Inês Ribeiro.

Conheça aqui a programação da 1ª Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe.

Fonte: Site da CNBB

“Refugiados são o sinal e o rosto da esperança”, afirma Papa

refugiadosPor ocasião do 40° aniversário do Centro Astalli, o Serviço dos Jesuítas para os Refugiados na Itália, o Papa Francisco enviou uma saudação especial a todos os responsáveis, migrantes e refugiados. O Santo Padre iniciou considerando os 40 anos do Centro Astalli. “Quarenta, na Bíblia, é um número significativo que tem muitas referências, mas pensando em vocês me recordo do povo de Israel que caminhou no deserto por 40 anos antes de entrar na terra prometida”. E continuou: “Porém os últimos quarenta anos da história humana não foram uma progressão linear: o número de pessoas forçadas a fugir de sua pátria está aumentando constantemente”.

Francisco ponderou também que “muitos de vocês tiveram que fugir de condições de vida comparáveis às da escravidão, onde a pessoa humana é privada de sua dignidade e tratada como um objeto”, reconhecendo que “infelizmente, em muitos casos, o fato de partir por este caminho não foi uma verdadeira libertação; com muita frequência vocês se deparam com um deserto de humanidade, com uma indiferença que se tornou global e que mostra a aridez das relações entre as pessoas”.

Sinal e rosto da esperança

“Porém, nestes quarenta anos e neste deserto – continuou Francisco – houve muita esperança que nos permite sonhar em caminhar juntos como um novo povo ‘em direção a um nós cada vez maior’. Vocês, queridos refugiados, são o sinal e o rosto desta esperança. Vocês carregam consigo o anseio por uma vida plena e feliz que os sustenta ao enfrentar com coragem circunstâncias e dificuldades concretas que para muitos podem parecer intransponíveis”. “Também são sinais desta esperança – afirmou em seguida – as histórias dos muitos homens e mulheres de boa vontade que deram seu tempo e energia ao Centro Astalli nestes 40 anos, eles são um sinal desta mesma esperança: milhares de pessoas que são muito diferentes umas das outras, mas unidas pelo desejo de um mundo mais justo no qual a dignidade e os direitos pertençam verdadeiramente a todos”.

Futuro com confiança

Com estas premissas o Papa afirma ainda: “Isto nos faz olhar para o futuro com confiança, sonhando em poder viver juntos como povo livre e solidário, que sabe redescobrir a dimensão comunitária da liberdade, como povo unido, não uniforme mas, diversificado na riqueza de suas diferentes culturas”. Por fim o Papa falou sobre a exposição “Voltados para o futuro” que está sendo realizada para a ocasião.

“Os rostos dos homens e mulheres desta exposição, levam a nomes e histórias verdadeiras de pessoas recebidas no Centro Astalli e fazem entrever contornos não nítidos de alguns lugares da cidade de Roma, expressam o desejo de ser parte ativa da cidade como um lugar de vida compartilhada; protagonistas com plena cidadania junto com muitos outros homens e mulheres na construção de comunidades solidárias”.

O Papa conclui desejando que “neste aniversário a “cultura do encontro” seja realmente realizada, e que como povo que somos apaixonados por querer nos encontrar, procuremos pontos de contato, construindo pontes, planejando algo que envolva todos”.

Fonte: Site Vatican News

Ano Jubilar Missionário será lançado com abertura oficial em live no próximo sábado (20)

ano-jubilarO ano de 2022 será marcado pela celebração da vida missionária na Igreja: missão que se faz sem fronteiras para alcançar a todas as pessoas e de todas as nações. Com o tema “A Igreja em estado permanente de missão” e o lema “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8), o Ano Jubilar Missionário terá sua abertura oficial no próximo sábado, 20 de novembro, às 20h, em live transmitida oficialmente pelas redes sociais da CNBB.

O Ano Jubilar Missionário será um tempo celebrativo para se fazer memória da caminhada missionária no âmbito internacional e nacional, assim como projetar “a ação missionária como paradigma de toda obra da Igreja” (Evangelii Gaudium, 15).

No âmbito nacional, os motivos jubilares são:

50 anos de criação do Conselho Missionário Nacional (COMINA);
50 anos das Campanhas Missionárias;
50 anos dos Projetos Igrejas Irmãs;
50 anos do Conselho Missionário Indigenista (CIMI);
50 anos do Documento de Santarém;
60 anos do Centro Cultural Missionário (CCM);
70 anos da criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No âmbito internacional vamos celebrar:

400 anos de criação da Congregação para Evangelização dos Povos;
200 anos do nascimento da Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), fundada em 1822 pela venerável Paulina Jaricot;
100 anos do motu próprio Romanorum Pontificum do Papa Pio XI, com o qual, em 1922, designou as Obras Missionárias como Pontifícias;
150 anos do nascimento do beato Paolo Manna, PIME, fundador da Pontifícia União Missionária.

Missão como identidade da Igreja

A temática “A Igreja em estado permanente de missão” segue as intuições do documento de Aparecida que compreende a missão como identidade da Igreja, ou seja, não é algo optativo, uma atividade da Igreja entre outras, mas a sua própria natureza. A Igreja é missão! O lema “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8) segue a escolha do Papa Francisco para a mensagem do Dia Mundial da Missões de 2022.

O Ano Jubilar Missionário será um tempo oportuno de conhecer as iniciativas, projetos e instituições que cooperam na missão de Deus. Será oportunidade para conhecer melhor a Congregação para Evangelização dos Povos, organismo central da Igreja Católica encarregado de dirigir e coordenar a evangelização e a cooperação missionária.

A celebração dos 50 anos do Conselho Missionário Nacional (COMINA) será oportuna para reafirmar a importância e a identidade dos Conselhos Missionários em todos os âmbitos. O COMINA é uma instituição estabelecida pela Santa Sé e constituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para articular os organismos e instituições missionárias da Igreja no Brasil.

Lançamento do logotipo oficial

Durante a live será realizada a apresentação do logotipo que vai marcar o Ano Jubilar Missionário. Participam da live o presidente da CNBB e arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, o bispo de Chapecó (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Odelir José Magri, presidente da Comissão Missionária da CNBB, o bispo de Ponta Grossa (RS), dom Sérgio Braschi, a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, irmã Maria Inês Ribeiro, o diretor das POM, padre Maurício Jardim, a ex-secretária do COMINA, irmã Dirce, padre Passidonio (Documento Santarém), o representante do Conselho Indigenista Missionário, Antônio Eduardo, Janete (COMIRE) e Ricardo (COMIDI arquidiocese da Paraíba). Os assessores da Comissão para Ação Missionária da CNBB, padre Daniel Rochetti e irmã Sandra Regina Amado serão os moderadores. Durante a live haverá a participação do cantor Zé Vicente.

Fonte: Site da CNBB

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