Vida de consagrados e consagradas é celebrada na Festa da Apresentação do Senhor

DSCN1327A Catedral de Juiz de Fora recebeu, no dia 02 de fevereiro, representantes de congregações religiosas e novas comunidades para a Missa em recordação ao 26º Dia Mundial da Vida Consagrada. A Eucaristia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada por padres religiosos, além do Vigário Paroquial, Padre Luiz Carlos Vitório.

Como acontece tradicionalmente no Dia da Apresentação do Senhor, quando também é lembrada a devoção à Nossa Senhora das Candeias, da Luz, da Purificação ou da Candelária, a Celebração Eucarística começou com a bênção das velas, na porta principal da igreja, e seguiu com uma pequena procissão até o altar. Dom Gil explicou o motivo de a vida consagrada ser celebrada neste dia, por iniciativa do Papa Paulo VI, hoje santo. “Aquela consagração que o próprio Filho de Deus quis participar continua na Igreja, através da consagração de vida dos nossos religiosos e religiosas”, afirmou.

O Arcebispo ainda ressaltou a importância dos consagrados em nossa Igreja Particular. “A presença dos religiosos é uma grande força em nossa Arquidiocese no sentido da evangelização, da Pastoral, do Sínodo; trabalham muito e trabalham bem, sejam os homens, sejam as mulheres. Mas eles representam muito mais por aquilo que são, o testemunho de vida consagrada, totalmente dedicada a Deus.”

De acordo com o Coordenador do Núcleo de Juiz de Fora da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Frei Carlos Roberto de Oliveira Charles, OFMConv., “a Festa da Luz lembra que a vida religiosa consagrada é uma refração da luz que é Jesus, o Ressuscitado que ilumina a nossa vida, que nos traz o evangelho, nos faz construir o Reino de Deus. Por isso, os religiosos e religiosas são chamados a ser, no mundo, esta luz que ilumina o mundo a partir da vivência do evangelho, da vida comunitária em fraternidade.”

O frade franciscano ainda falou da variedade de carismas presentes na Arquidiocese de Juiz de Fora. “Como diz o Papa Francisco, onde estão os consagrados, há alegria. A gente vê a alegria manifesta também na nossa Arquidiocese pela diversidade de carismas, de grupos, de comunidades que estão a serviço da evangelização através do testemunho – seja nos hospitais, nas escolas, nas paróquias, nos serviços às pessoas em situação de rua; todas essas pessoas estão, de fato, sinalizando o Reino de Deus na sua diversidade”, afirmou.

O Superior Provincial dos Redentoristas, Padre Nelson Antônio Linhares de Souza, CSsR, apontou que a consagração que religiosos e religiosas fazem diante de Deus vem através dos votos de pobreza, castidade e obediência. “Esses votos são apenas meios da grande consagração, ou seja, da entrega da vida do religioso e da religiosa para Deus. É próprio do religioso a vida em comum, a vida de oração e também o contato com o povo, além das irmãs e também dos monges contemplativos, que têm uma vida mais interna, mais enclausurada.” O sacerdote ainda fez um relato de sua experiência. “Eu sou missionário redentorista há 34 anos, e como redentorista eu sou chamado a anunciar o Redentor, o Salvador, o Libertador. Isso me deixa muito feliz e me realiza como pessoa. Então, celebrar o Dia Mundial da Vida Religiosa significa renovar a minha consagração a Deus.”

Vale a pena destacar que a vida consagrada também contempla os leigos que fazem parte de institutos religiosos, contemplativos, seculares, entre outros. É o que explica Frei Carlos Charles. “Existe a vida religiosa tradicional, que é feita pelos conselhos evangélicos, e, agora, como o Espírito suscita entre nós novos rumos, nós temos acolhido na Igreja as novas comunidades de vida e missão, que são compostas de leigos que estão inseridos no mundo, mas têm essa consagração pessoal e comunitária. É o novo rosto, o novo formato da vida religiosa”, finalizou.

Ao final da celebração, Dom Gil Antônio Moreira deu a bênção da garganta aos presentes e aos que acompanhavam ao vivo pela WebTV “A Voz Católica”, recordando o Dia de São Brás, celebrado na quinta-feira (3).

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Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Celebração Eucarística marca início do segundo ano do triênio preparatório para o centenário diocesano

DSCN1225A Diocese de Juiz de Fora completou 98 anos de criação, no dia 1º de fevereiro. A data foi lembrada durante Missa em ação de graças, na Catedral Metropolitana, quando foi oficialmente aberto o segundo ano do triênio preparatório para o centenário. A Eucaristia foi presidida pelo Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada pelo Vigário Geral, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, pelo Administrador da Catedral, Padre José de Anchieta Moura Lima, e por outros sacerdotes. O Diácono Ruy Figueiredo Neves serviu ao Altar.

Em entrevista, Dom Gil ressaltou a importância daquela celebração. “Nós celebramos os louvores de Deus, agradecemos os seus favores, tudo isso vem do Alto. Então é o momento de a comunidade arquidiocesana celebrar ações de graças. Depois, na caminhada sinodal, é também um momento formativo, porque olhando para Santo Antônio nós aprendemos muitas coisas. Durante todo este ano vamos procurar visualizar, por assim dizer, na vida e no coração de Santo Antônio, os ensinamentos de Deus para a nossa vida e para a vida da nossa Arquidiocese”, completou o Arcebispo, lembrando que ao santo português, que é padroeiro de Juiz de Fora, do Seminário, da Catedral e de diversas paróquias, será dedicado o ano de 2022.

Dom Gil ainda destacou características de Santo Antônio que devem servir de exemplo a todos os cristãos, entre elas, seu coração oblativo. “Era um homem que estava sempre disposto a doar a sua vida, seu tempo, seu serviço para Deus, para os outros, para a Igreja. A segunda coisa que podemos destacar é o seu amor à Palavra de Deus: era um grande professor, estudioso da Bíblia e por isso ele recebeu o título de ‘doutor do evangelho’.”

Àquelas pessoas que têm dificuldade para entender as nomenclaturas utilizadas pela Igreja, o Arcebispo Metropolitano explicou que “a diocese é sempre uma circunscrição, um grupo de paróquias que são confiadas de forma regular a um bispo. A arquidiocese também é uma diocese confiada a um bispo, mas que tem certas responsabilidades com dioceses vizinhas, que formam uma província.” No caso da Arquidiocese de Juiz de Fora, a Província Eclesiástica é formada pelas dioceses de Juiz de Fora, Leopoldina e São João del-Rei.

Ao final da Missa, Dom Gil abençoou os pães de Santo Antônio – gesto que ocorre tradicionalmente às terças-feiras, na Catedral -, que foram distribuídos aos presentes.

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Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Missa do 4º Domingo do Tempo Comum recorda 13 anos da nomeação de Dom Gil como Arcebispo de Juiz de Fora

DSCN1148No dia 30 de janeiro, o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu Santa Missa do 4º Domingo do Tempo Comum na Catedral de Juiz de Fora. A Eucaristia foi concelebrada pelo Vigário Paroquial, Padre Danilo Celso de Castro, e contou com o auxílio do Diácono Antônio Valentino.

Em entrevista, Dom Gil comentou a principal mensagem das leituras do dia. “O evangelho de hoje continua o do domingo passado. Apresenta Jesus em Nazaré, na sinagoga, mostrando a sua missão de profeta, mas não de um profeta comum; o profetismo de Jesus é diferente daquele do Antigo Testamento no sentido que é muito mais perfeito. E essa perfeição é justamente aquela que está na segunda leitura: se eu fizesse tudo muito bem feito, mas não tivesse caridade, não tivesse amor, não valeria nada. Por isso, Jesus mostra para todos que é preciso trabalhar para o bem comum, evitar o mal, praticar o bem, denunciar o erro, anunciar a verdade, mas sempre dentro do prisma da caridade.”

O Arcebispo também falou sobre São Lucas, autor do evangelho que será refletido durante todo o ano, além dos Atos dos Apóstolos. “Ele era discípulo dos apóstolos, mas era um grande pesquisador, um acadêmico, um médico, e então foi atrás das testemunhas oculares, como diz no prólogo, para compor o seu evangelho. Tem 24 capítulos. Os quatro evangelhos tratam do mesmo assunto, mas cada um com enfoque especial. São Lucas tem um enfoque muito mais acadêmico; a sua preocupação não é uma tese, mas uma catequese: mostrar para aqueles de sua época e os pósteros quem foi Jesus, o que Ele veio fazer na Terra e o que nós devemos fazer para corresponder à sua pregação”, apontou.

A Missa deste domingo também marcou os 13 anos da nomeação de Dom Gil como Arcebispo de Juiz de Fora, celebrados no último dia 28. O Pastor recordou com carinho de quando teve a notícia: era bispo da Diocese de Jundiaí (SP), em 2009, e estava de férias em sua terra natal, Itapacerica (MG), quando recebeu um telefonema do então Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, comunicando que o Papa Bento XVI o havia promovido a arcebispo, transferindo-o para terras mineiras. “Imediatamente eu aceitei como vindo de Deus – minha vida é para Deus, Ele me leva para onde quiser e onde a Igreja mais precisar. Dei a resposta positiva e ele mesmo, o Núncio Apostólico, marcou o dia 28 de janeiro, Dia de São Tomás de Aquino, para que o papa publicasse essa transferência”, recordou.

“Depois de 13 anos me sinto muito feliz; sou muito agradecido a Nosso Senhor por tudo o que Ele me deu na minha vida de padre e de bispo. Gosto muito daqui. Sou cidadão honorário de Juiz de Fora, já virei juiz-forano, é uma das minhas terras e me sinto muito bem nesta Igreja. Um povo católico, muito religioso, um povo muito unido para fazer aquilo que Deus quer, anunciado pelo bispo e pelos padres. Sinto-me feliz também com meu clero. Por isso eu quero agradecer aos padres a sua colaboração, a sua unidade, a sua sinodalidade nesta caminhada da Arquidiocese”, finalizou Dom Gil.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

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