Arquidiocese de Juiz de Fora abre fase local do Sínodo dos Bispos

Missa-de-abertura-do-SinodoA Arquidiocese de Juiz de Fora deu início na tarde do último domingo, 17 de outubro, à fase local do Sínodo dos Bispos 2021-2023, convocado pelo Papa Francisco. O ato teve lugar durante a Missa, na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora.

A celebração, em unidade com as dioceses do mundo todo, foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, concelebrada pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Carlos de Paula e demais padres da Catedral.

Por determinação do Papa, foi aberto o caminho de escuta e discernimento nas Igrejas locais, através de questionários, celebrações, orações. Esse é a fase do sínodo iniciado pelo Papa Francisco em Roma, no dia 10 de outubro, se estende até março de 2022. Na sequência, haverá a fase continental. Por fim a fase mundial, com a celebração da Assembleia do Sínodo no ano de 2023.

O Arcebispo de Juiz de Fora explicou o propósito do Papa com tal iniciativa. “Refletir, justamente, sobre uma Igreja Sinodal, onde todos caminham juntos com participação, comunhão e missão. Com alegria que a Arquidiocese de Juiz de Fora abre essa fase diocesana do Sínodo dos Bispos em Roma, convocados pelo Papa Francisco”.

Durante a homilia, Dom Gil destacou é devido a ao pedido de Jesus para que seja “um só” que a Igreja celebra os sínodos. A palavra vem do grego e, em tradução simples, é traduzida como “caminhar juntos”. E o Sínodo dos Bispos discutir a partir e sobre isso, pois será como tema: “Por uma Igreja sinodal”.

Além disso, o Pastor recordou nossa atual caminhada sinodal. “Em Juiz de Fora, já estamos acostumados com essa dinâmica e palavra. A Igreja de Juiz de Fora já é sinodal e missionária, mas precisa se aperfeiçoar. Por isso, no dia 31 de outubro, vamos entrar na nova fase do II Sínodo Arquidiocesano”.

II Sínodo Arquidiocesano

A próxima etapa do sínodo iniciado em 2019, terá dois enfoques escolhidos: caridade e a pastoral. Sua abertura oficial será marcada por uma Celebração Eucarística, às 16h, na Catedral Metropolitana. A Missa deve contar com a presença de grande parte do Clero e dos missionários sinodais. Além disso, na ocasião acontece a Ordenação Diaconal dos seminaristas Rafael Nascimento e Robert Teixeira.

Missa-de-abertura-do-Sinodo-2“Esse nosso sínodo Arquidiocesano vem como que acoplado ao sínodo mundial que o Papa anuncia. Para nós, não é difícil entender o que é uma Igreja Sinodal, onde todos procuram caminhar juntos, humildemente, renunciando seus interesses pessoais para, juntos, encontrar uma maneira segura de obedecer a Cristo e propagar a sua Igreja, portanto ser missionária”, conclui Dom Gil.

O Sínodo dos Bispos

O Papa Francisco ressaltou durante a comemoração do 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, que “o Sínodo dos Bispos é o ponto de convergência do dinamismo da escuta recíproca no Espírito Santo, conduzida em todos os níveis da Igreja” Assim, a Secretaria do Sínodo pontua que a articulação das diferentes fases do processo sinodal possibilitará a escuta real do Povo de Deus e será garantida a participação de todos no processo sinodal: “Não é apenas um acontecimento, mas um processo que envolve em sinergia o Povo de Deus, o Colégio Episcopal e o Bispo de Roma, cada um segundo a sua função”.

Com a síntese de cada Diocese, a Secretaria Geral do Sínodo elaborará um primeiro instrumento de trabalho a ser utilizado na segunda fase, a Continental, de setembro do próximo ano até março de 2023. Com os dados desta fase, a Secretaria Geral produzirá, até junho de 2023, um segundo instrumento de trabalho, que servirá de base para a fase da Igreja Universal, em outubro de 2023, em Roma, com a participação de Bispos do mundo inteiro. A equipe de animação do Sínodo no Brasil já realizou live enfocando a fase diocesana do mesmo e está disponibilizando indicações práticas de participação.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora, com informações de Vatican News

Nova Diretoria e Conselho Fiscal do Conselho Metropolitano da SSVP tomam posse

posse cmjfAconteceu no último domingo, dia 17 de outubro, a Solenidade de Posse da Csc. Venina Aparecida de Souza, Diretoria e Conselho Fiscal do Conselho Metropolitano de Juiz de Fora (CMJF), da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP). A solenidade de posse teve início com a Santa Missa, na Capela São Vicente de Paulo, no centro de Juiz de Fora.

Presidida por Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, e concelebrada pelo Padre Cássio Barbosa de Castro, Assessor Espiritual do Conselho Metropolitano de Juiz de Fora, a celebração foi um momento de abençoar a missão da nova diretoria.

“Hoje estamos celebrando de maneira festiva esta missa para dar posse a nova presidente do Conselho Metropolitano da SSVP. Primeira vez que uma consórcia ocupa este espaço. A gente quer agradecer a Deus pelo trabalho incansável das nossas consórcias, elas são muitas. Venina, portanto, representa todas essas senhoras que aos poucos foram introduzidas nesta sociedade fundada por Frederico de Ozanan em 1833”, declarou Dom Gil, em entrevista.

Durante o sermão, o Arcebispo falou sobre a ligação dos Vicentinos com o evangelho do dia. Ele explicou que Jesus pregava um reino de humildade, para que os apóstolos não ficassem procurando aplausos. “Aqui eu quero fazer uma referência a SSVP. Eles entenderam bem essa palavra. Serviram aos pobres de maneira mais humilde. O que mais me encanta é que o confrade e a consórcia fazem sem querer aparecer. Quantos foram socorrer pobres e ninguém nunca ficou sabendo? Queremos servir, colocarmos a disposição de Deus, vendo na pessoa do pequenino a pessoa de Jesus.”

posse cmjf-2Antes do final da celebração, os vicentinos apresentaram, aos presentes, a nova diretoria e realizaram homenagens a nova Presidente e a Nossa Senhora, pedindo as bênçãos dos céus para o novo trabalho iniciado.

Em entrevista, Venina Aparecida de Souza, nova presidente, falou sobre as expectativas para sua nova missão. “Assumimos com a consciência que teremos muito trabalho. Como disse Dom Gil, muitas famílias perderam tudo. Mas não tenho medo e minha equipe é de excelência. Espero que todos abracem [o trabalho] com a gente, para fazermos o melhor para nossos pobres”.

O Presidente do Conselho Nacional do Brasil (CNB), Cristian Reis da Luz, esteve participando da celebração e falou de sua satisfação com o momento histórico. “Estamos aqui muito felizes na Sociedade São Vicente de Paulo. Atualmente estou como presidente do Conselho Nacional do Brasil e temos percebido as mulheres entrando na liderança dos conselhos metropolitanos. É a primeira vez que nós temos uma mulher aqui na área do Conselho Metropolitano de Juiz de Fora e é uma alegria. Eu tenho certeza que com a doçura da Venina, nós vamos ter grandes ganhos para a Sociedade São Vicente de Paulo, em Juiz de Fora. Que deus abençoe o trabalho da nova diretoria”.

Na sequência ocorreu o Ato de Posse. A mesa foi composta pelo Cfd. Cristian Reis da Luz, Presidente do Conselho Nacional do Brasil (CNB), Cfd. Sebastião Carlos Alves Coelho, 2° Vice-Presidente do Conselho Metropolitano de Juiz de Fora, Cfd. José Maria Ribeiro Sampaio, Presidente do Conselho Central São João Nepomuceno, Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Csc. Venina Aparecida de Souza, Presidente empossada do Conselho Metropolitano de Juiz de Fora, Csc. Altamira Sobreira de Souza, e Jaqueline de Souza Oliveira, respectivamente mãe e filha da Csc. Venina.

posse cmjf-3Foram empossados como membros da Diretoria do Conselho Metropolitano de Juiz de Fora:

Csc. Venina Aparecida de Souza – Presidente;

Csc. Rosirene Emídia Anastácio Costa – 1a Vice-Presidente;

Cfd. Oldair Sobreira de Paula – 2° Vice-Presidente;

Csc. Michelle Lopes de Paula Ribeiro – 1a Secretária;

Csc. Juliana Henrique Gomes de Rezende – 2a Secretária;

Cfd. Marco Aurélio Guiducci – 1° Tesoureiro;

Cfd. Carlos Henrique Machado Silva – 2° Tesoureiro;

Csc. Paula Soleiro dos Santos – Coordenadora da Comissão de Jovens (CJs);

Csc. Josiane Campos Chaves Guiducci – Coordenadora da Escola de Capacitação Antônio Frederico Ozanam (ECAFO);

Csc. Suely Emídio de Castro – Coordenadora das Conferências de Crianças e Adolescentes (CCAs);

Cfd. Wandemberg Rodrigo Medeiros – Coordenador do Departamento de Comunicação (DECOM);

Cfd. José Célio da Silva – Coordenador de Departamento de Normatização e Orientação (DENOR);

Cfd. Michel Antônio da Silva Ribeiro – Coordenador do Departamento Missionário;

Padre Cássio Barbosa de Castro – Assessor Espiritual.

Venina escolheu o seguinte tema para a nova diretoria: “Não sou daqui nem dali, mas de qualquer lugar onde Deus quer que esteja (São Vicente de Paulo)”

posse cmjf-4Também foram empossados os membros da Comissão de Jovens (CJs): Csc. Jacqueline Ribeiro Couto de Miranda, Cfd. Mateus Gomes Valverde e Csc. Taismara Rodrigues dos Santos. Os membros do Departamento de Comunicação (DECOM): Cfd. Júnio Elias Valentim e Csc. Simone Maria Dornelas, e do Departamento de Normatização e Orientação (DENOR): Cfd. Marcelo Bressan e Cfd. Rogério Torres Carpanez.

Foram eleitos ainda para o Conselho Fiscal os membros titulares: Cfd. João Batista Begatti, Csc. Cláudia de Lima da Cunha e Csc. Rosângela Fernandes do Amaral. E os membros suplentes: Cfd. Domingos Tadeu Campos, Cfd. Lucas da Costa Geraldo e Cfd. Artur Gonçalves Pinto Filho. A gestão da nova Presidência e Conselho Fiscal irá até 2025.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Santa Missa marca início do Sínodo dos Bispos na Arquidiocese de Juiz de Fora

Sinodo-2023Desde dezembro de 2019, a Arquidiocese de Juiz de Fora celebra seu II Sínodo, com o lema “Proclamai o Evangelho pelas ruas e sobre os telhados” (cf. Mt 10,27). Às vésperas de iniciar a segunda fase da iniciativa pastoral, nossa Igreja Particular abrirá, no próximo domingo (17), a fase arquidiocesana do Sínodo dos Bispos.

No dia 9 de outubro, o Papa Francisco inaugurou, no Vaticano, o caminho sinodal de três anos e articulado em três fases (diocesana, continental e universal), que culminará com a assembleia de outubro de 2023, em Roma. “Tenho a certeza de que o Espírito nos guiará e concederá a graça de avançarmos juntos, de nos ouvirmos mutuamente e iniciarmos um discernimento sobre o nosso tempo, tornando-nos solidários com as fadigas e os anseios da humanidade”, foi o que disse o Santo Padre na abertura do Sínodo sobre a Sinodalidade. Francisco ainda convidou a viver “este Sínodo no espírito da ardente oração que Jesus dirigiu ao Pai pelos seus: «Para que todos sejam um». É a isto que somos chamados: à unidade, à comunhão, à fraternidade que nasce de nos sentirmos abraçados pelo único amor de Deus”.

A seguir, o Pontífice citou três palavras-chave do Sínodo: comunhão, participação e missão. “Comunhão e missão são expressões teológicas que designam o mistério da Igreja. Através destas duas palavras, a Igreja contempla e imita a vida da Santíssima Trindade, mistério de comunhão ad intra e fonte de missão ad extra”. A terceira palavra é “participação”. “Celebrar um Sínodo é sempre bom e importante, mas só é verdadeiramente fecundo se se tornar expressão viva do ser Igreja, de um agir marcado pela verdadeira participação. E isto, não por exigências de estilo, mas de fé”, disse Francisco.

A abertura do Sínodo dos Bispos na Arquidiocese de Juiz de Fora será marcada por Celebração Eucarística na Catedral Metropolitana, às 16h, presidida pelo Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira.

Um processo sinodal integral

O itinerário sinodal que o Papa aprovou, é anunciado em um documento da Secretaria do Sínodo no qual são explicadas suas modalidades. “Um processo sinodal integral só será realizado de forma autêntica se as Igrejas particulares estiverem envolvidas nele”, diz o texto. Além disso, também será importante a participação dos “órgãos intermediários da sinodalidade, isto é, os Sínodos das Igrejas católicas orientais, os Conselhos e Assembleias das Igrejas sui iuris e as Conferências episcopais, com suas expressões nacionais, regionais e continentais”.

Pela primeira vez, um Sínodo descentralizado

Esta é a primeira vez, na história desta instituição querida por Paulo VI em resposta ao desejo dos padres conciliares de manter viva a experiência colegial do Concílio Vaticano II, que um Sínodo começa descentralizado. Em outubro de 2015, o Papa Francisco, comemorando o 50º aniversário desta instituição, expressou o desejo de um caminho comum de leigos, pastores e do Bispo de Roma através do fortalecimento da assembleia dos bispos e uma descentralização salutar. O desejo agora se torna realidade.

Fase diocesana: consulta e participação do Povo de Deus

Segundo indicação do Vaticano, com um momento de encontro/reflexão, oração e Celebração Eucarística, as Igrejas particulares deverão começar seu caminho no domingo, 17 de outubro, sob a presidência do bispo diocesano. “O objetivo desta fase é a consulta do povo de Deus para que o processo sinodal se realize na escuta da totalidade dos batizados”, lê-se no documento.

Para facilitar a participação de todos, a Secretaria do Sínodo enviou um texto preparatório acompanhado de um questionário e um vade-mécum com as propostas para a realização da consulta (clique aqui e confira os documentos). O mesmo texto foi enviado a Dicastérios da Cúria, Uniões dos Superiores e das Superioras Maiores, Uniões ou Federações de Vida Consagrada, Movimentos leigos internacionais, Universidades ou Faculdades de Teologia.

Cada bispo nomeará um responsável diocesano como ponto de referência e conexão com a Conferência episcopal, que acompanhará a consulta na Igreja particular a cada passo. Por sua vez, a Conferência episcopal nomeará um responsável ou uma equipe como ponto de referência junto aos responsáveis diocesanos e à Secretaria Geral do Sínodo. O discernimento diocesano culminará em uma “Reunião pré-sinodal” no final da consulta. As contribuições serão enviadas à sua própria Conferência episcopal, até uma data determinada por esta última.

O discernimento dos pastores

Caberá, então, aos bispos reunidos em assembleia abrir um período de discernimento para “escutar o que o Espírito suscitou nas Igrejas a eles confiadas” e fazer uma síntese das contribuições. A síntese será enviada para a Secretaria do Sínodo, assim como as contribuições de cada Igreja em particular. Tudo isso será feito antes de abril de 2022.

Da mesma forma, também serão recebidas contribuições enviadas por Dicastérios, Universidades, União de Superiores Gerais, Federações de Vida Consagrada, Movimentos. Uma vez obtido o material, a Secretaria Geral do Sínodo elaborará o primeiro Instrumentum laboris, que servirá de esboço de trabalho para os participantes da assembleia no Vaticano e que será publicado em setembro de 2022 e enviado às Igrejas particulares.

Fase continental: diálogo e discernimento

Assim tem início a segunda fase do caminho sinodal, o caminho “continental”, programado para durar até março de 2023. O objetivo é dialogar a nível continental sobre o texto do Instrumentum laboris e realizar, em seguida, “um ato ulterior de discernimento à luz das particularidades culturais específicas de cada continente”.

Cada reunião continental dos episcopados nomeará, por sua vez, antes de setembro de 2022, um responsável que atuará como referência junto aos próprios episcopados e à Secretaria do Sínodo. Nas Assembleias continentais será elaborado um documento final, a ser enviado em março de 2023 para a Secretaria do Sínodo.

Ao mesmo tempo das reuniões continentais, também se deverão realizar assembleias internacionais de especialistas, que poderão enviar suas contribuições. Por fim, será elaborado um segundo Instrumentum laboris, cuja publicação está prevista para junho de 2023.

Fase universal: os bispos do mundo em Roma

Este longo percurso, que quer configurar “um exercício da colegialidade dentro do exercício da sinodalidade”, culminará em outubro de 2023 com a celebração do Sínodo em Roma, de acordo com os procedimentos estabelecidos na Constituição promulgada em 2018 pelo Papa Francisco, Episcopalis Communio.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora, com informações de Vatican News

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