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Rogai por nós, Senhora Aparecida!

DSC 0188Celebramos, na última segunda-feira, 12 de outubro, o Dia de nossa excelsa Padroeira, Nossa Senhora Aparecida. Ainda no contexto desta linda festa, à qual celebramos com certas limitações em 2020, rezemos pela nossa querida Pátria Brasileira, por seus governantes e por seu povo. Somos todos irmãos em busca de paz, harmonia, saúde e vitória sobre os problemas sociais e morais.

Rezemos, sobretudo, pelos pobres e lutemos, com as armas da concórdia, para que todos tenham o necessário para viver e conviver. Não falte, na mesa de ninguém, o vinho da fraternidade, como nos recordou Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti. Não falte o bom vinho da fé, da esperança e da caridade.

Que a casa dos brasileiros seja como a casa de nossas mães, onde sempre há festa para os filhos. Não falte nesta festa o vinho material do pão, do teto, do emprego, da saúde, e nem o vinho espiritual da partilha, da solidariedade, da justiça e da confiança em Deus. Sobretudo, não falte Jesus, com seus Apóstolos e sua Mãe Santíssima e intercessora.

Acolhendo novamente o capítulo 12 do Apocalipse, recebamos a luz do Sol, que é Cristo, com o qual Maria se reveste e para nós reflete. Ele vencerá, pelo seu poder divinal, o dragão que nos ameaça com sua calda semipoderosa, mas que será derrotado por Miguel e seus Anjos.

Peçamos à Nossa Senhora a graça que precisarmos e Ela, à semelhança da Rainha Ester, nos salvará de qualquer derrota que esteja nos ameaçando. Outra vez ouçamos com fé a sua profética palavra: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Viva Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida!


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Igreja, a Casa de Todos

As novas pinturas internas da Catedral

fernando priamoNo dia 1º de outubro do corrente ano de 2020, quando Deus nos possibilitou celebrar a Missa do Santo Crisma, transferida da Quinta Feira-Santa por motivo da pandemia da Covid-19, inauguramos as novas e belas pinturas internas da Catedral. A ornamentação artística é de autoria de Marcos Machado Monteiro, Marco Tulio Fernandes Nogueira e Sirlene Trindade.

Tais obras, iniciadas em agosto de 2016, foram concluídas no dia de São José, 19 de março passado, e foram abençoadas na festa de Santo Antônio, nosso excelso Padroeiro. Elas se compõem, uma parte, de restauro e outra de complementação das obras iniciadas na década de 1950, e, não se sabe porque, paralisadas em menos de sua metade, tendo sido recobertas de tinta branco-gelo por muitos anos.

Do projeto inicial percebido pelas prospecções realizadas nas paredes, acrescentamos, por nossa iniciativa, as frases bíblicas e hagiográficas, e também as novas pinturas da cúpula, já inauguradas na Páscoa de 2015, obra do artista pouso-alegrense Roberto José Pereira, entre 2013 e 2015, certos de que tudo isso enriquece o diálogo dos fiéis com as mensagens de tais elementos artísticos das paredes, dos tetos e da mencionada cúpula.

Queremos oferecer a Nosso Bom Deus esta obra que deseja refletir o imenso amor dos fiéis e do Clero desta Arquidiocese a Jesus Eucarístico, a Eterna presença do Emanuel, Deus conosco, observando que a pintura central e mais elevada é a cena da partilha de Emaús, que comparece sobre o altar-mor.

Recordemos que todos os espaços litúrgicos, sobretudo os ornamentados com beleza e arte, são também casa do povo de Deus em marcha, onde todos têm seu lugar garantido. Nela, os pobres não são desprezados e nem excluídos, pois aqui também se encontram, em nível de igualdade o seu espaço, sem discriminação e nem diferenças. Sabem que aquele ambiente belo, que muitas vezes não podem obter em casa como gostariam, ou não podem gozar no meio social, a não ser pagando entradas, aqui os têm de forma totalmente gratuita, e mais que isso, sentindo que é sua casa, onde podem encontrar com as maravilhas que Deus, por misericórdia, nos proporciona.

Pela via pulchritudinis, o coração se eleva a Deus e Deus se abaixa misericordiosamente ao coração humano. Deus é belo, autor da beleza, da bondade e da verdade; criador das maravilhas que veremos, em plenitude, no eterno Lar.


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

“O Senhor me ungiu, me consagrou, me enviou…”

Dom-GilImpelidos pela situação da pandemia do novo coronavírus, o último dia 1º de outubro se tornou para nós uma data muito especial. Foi a primeira vez que estivemos reunidos, clero e seu Pastor Arquidiocesano. Transportamos para esse início do mês, dedicado às missões, toda a santidade e unção pascal da Quinta-feira Santa, quando estivemos premidos a não celebrar, na ocasião, a Missa do Santo Crisma.

Quis Deus que, nesse corrente ano, este mês tão especial caísse numa quinta-feira. Outubro se abre com a festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, a jovem do Carmelo a quem o Papa Pio XI constituiu Patrona Universal das Missões. Este é também Mês do Rosário, tempo de contemplar as maravilhas de Deus acontecidas na vida de Maria em benefício de toda a humanidade. Na récita do Santo Rosário, contemplamos os principais mistérios da nossa Redenção. Em outubro, celebramos a maior das festas marianas do Brasil, o Dia Nossa Senhora Aparecida, a Excelsa Rainha e Padroeira de nossa querida pátria brasileira.

A celebração realizada na última quinta-feira, em nossa bela Catedral, é chamada de Missa dos Santos Óleos. Nela, acontece a bênção dos Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e a consagração do Óleo do Crisma. Se o Óleo dos Catecúmenos serve para o Batismo, em preparação do grande dom de se tornar filho de Deus e membro da Igreja; se o Óleo dos Enfermos serve para os enfermos; o Óleo do Crisma serve para vários outros sacramentos, vários outros momentos. É usado também no Batismo, consagrando o peito, o coração e a vida de quem recebeu a regeneração na água batismal; é celebrado no Sacramento da Crisma, geralmente aplicado aos jovens, confirmando o seu Batismo; é derramado nas mãos dos neossacerdotes, aqueles que o Senhor, no seu mistério, escolheu, consagrou e enviou. O Santo Crisma é também utilizado para a consagração dos bispos, representando, de fato, a unção que Jesus Cristo recebeu e que, por misericórdia, passa para aqueles que escolhe e envia.

Assim como Cristo é o ungido do Pai, pela misericórdia Divina, alguns entre os batizados são escolhidos para perpetuar a Sua missão sacerdotal e a Sua missão de pregador, de evangelizador, de anunciador da boa-nova. E somos nós. Não pelos nossos merecimentos. Não somos padres pelas nossas virtudes, mas pela graça de Deus. Não somos ungidos porque merecemos, mas para que nos purifiquemos e sirvamos ao povo de Deus. A nossa missão, queridos padres, é a missão de Cristo. Missão que Ele mesmo confere aos apóstolos e aos sucessores destes.

Sejamos sacerdotes sempre renovados, segundo o coração de Cristo, o ungido do Pai. Somos chamados, consagrados e enviados para realizar o que Cristo realizaria se estivesse em pessoa física entre nós.

Com Santa Teresinha, o padre aprende a ser padre simples, amoroso de Deus e do próximo, cumpridor da vontade de Deus, zeloso pela salvação das almas. Que Deus nos dê a graça de sermos, ao menos um pouco, parecidos com Santa Teresinha em nosso agir. Amém.


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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